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Argentina. Empresários pedem consenso após ministro da Economia renunciar

Os empresários argentinos exigiram hoje consenso político e cooperação de todos os setores-chave da economia após a renúncia do ministro da Economia, Martín Guzmán, no âmbito de fortes divisões internas no Governo de Alberto Fernández.

Argentina. Empresários pedem consenso após ministro da Economia renunciar
Notícias ao Minuto

16:28 - 03/07/22 por Lusa

Economia Argentina

Em comunicado, a Confederação Argentina de Médias Empresas (CAME) expressou preocupação com o cenário atual e pediu ao poder executivo que avance com "um plano estrutural que garanta previsibilidade e certeza" ao setor empresarial, em particular às pequenas e médias empresas, que são a "principal alavanca da recuperação económica e produtiva do país".

"A renúncia do ministro requer uma reação política rápida e a cooperação de todos os setores-chave na economia do país", disse o presidente da CAME, Alfredo González.

O representante do setor empresarial alertou que é "necessário evitar que a atual situação afete a recuperação que implica tanto esforço por parte dos setores produtivos".

"Nesse sentido, acreditamos que é imperativo reforçar políticas que garantam previsibilidade para as pequenas e médias empresas comprometidas em investir na Argentina", acrescentou.

Pronunciando-se também sobre a renúncia do ministro da Economia, o presidente da associação IPA de industriais de pequenas e médias empresas da Argentina, Daniel Rosato, afirmou que é necessário que quem substitua Martín Guzmán à frente do Ministério da Economia tenha "consenso político".

Daniel Rosato referiu ainda que o novo ministro deve ter "espírito industrial e uma grande sensibilidade para tomar medidas que promovam a produtividade e reforcem o mercado interno, as exportações e o emprego, para assegurar a paz social".

O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, renunciou ao cargo na tarde de sábado, depois de meses de pressão da própria coligação de Governo, contrária à sua política económica, e pelo caos numa economia asfixiada pelo défice orçamental e pela inflação galopante.

A renúncia chegou através de uma extensa carta de sete páginas publicada nas redes sociais na qual afirmou não ter apoio no próprio Governo para a aplicação dos seus conceitos económicos e por falta de margem para tomar decisões.

Neste âmbito, a vice-presidente da Argentina, Cristina Fernández, renovou as críticas à gestão económica do Governo de Alberto Fernández.

A economia argentina conseguiu crescer 10,4% no ano passado após três anos de forte recessão, mas este ano a atividade perdeu força, enquanto a elevada inflação, um dos principais problemas macroeconómicos do país, acelerou.

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