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Trabalhadores da CaetanoBus em greve na 4.ª feira por "aumento salarial"

Os trabalhadores da CaetanoBus cumprem na quarta-feira uma greve para exigir "um aumento salarial justo", a valorização das carreiras profissionais e o "fim do bloqueio" da contratação coletiva, segundo fonte sindical.

Trabalhadores da CaetanoBus em greve na 4.ª feira por "aumento salarial"
Notícias ao Minuto

16:03 - 28/06/22 por Lusa

Economia Greve

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (Site-Norte) avança que a greve, de três horas, foi decidida durante os plenários de trabalhadores realizados no passado dia 15 na CaetanoBus em Vila Nova de Gaia e Ovar e decorrerá entre as 14:00 e as 17:00, com uma concentração de trabalhadores à porta da empresa, em Gaia.

Numa reação a este pré-aviso de greve, o Conselho de Administração da CaetanoBus considera não assistir "qualquer razão" para esta paralisação, tendo em conta a revisão salarial realizada em maio deste ano, que resultou num aumento da massa salarial superior a 6%, e o impacto que a pandemia teve na atividade da empresa nos últimos dois anos.

Num comunicado hoje emitido, a administração da CaetanoBus refere o respeito que lhe merece o sindicato e a comissão de trabalhadores, mas entende que esta greve é "desproporcional, injusta e inoportuna".

"A CaetanoBus esteve, ao longo dos últimos dois anos, afeta a mecanismos de suporte ao emprego, como regimes de Apoio à Retoma Progressiva e de 'lay-off', em virtude do impacto da pandemia covid-19", refere o comunicado para acentuar que, apesar desta situação, "tem continuamente melhorado as condições laborais dos trabalhadores, principalmente considerando o aumento do custo de vida registado".

Neste contexto refere que a revisão salarial realizada em maio de 2022 resultou num aumento igual ou superior a 40 euros para 81% dos trabalhadores e entre os 26 e os 40 euros para 19%.

Parte deste aumento resulta da atualização do subsídio de alimentação que passou de 6,25 para 7,63 euros por dia.

O Site-Norte, sublinha, por seu lado, que "os trabalhadores da CaetanoBus sentem que, ao longo dos anos, a degradação do valor do seu salário tem agravado as suas condições de vida e que este momento de aumento do custo de vida torna imperiosos aumentos dignos".

"Outro motivo de revolta é a discriminação salarial entre os trabalhadores da empresa que se veio a concretizar com os aumentos salariais, desde trabalhadores que não tiveram aumentos, a outros que tiveram aumentos de quatro, cinco e sete euros", sustenta.

De acordo com o sindicato, "a desmotivação é ainda maior dado que a empresa admite trabalhadores porque precisa de mão de obra e não consegue arranjar no mercado trabalhadores com os salários que pratica e, como tal, é 'obrigada' a pagar salários de entrada acima dos trabalhadores com 10, 15 ou 20 anos de empresa".

A "desvalorização das carreiras profissionais" é outro dos motivos que estão na base da greve: "Estamos a falar de uma empresa que preside a uma das maiores associações patronais do país" (Associação Automóvel de Portugal - ACAP), destaca o Site-Norte, defendendo que "o fim do bloqueio da contratação coletiva é urgente e necessário".

No referido comunicado, a administração da CaetanoBus refere que "tudo fará" para continuar "a melhorar as condições dos trabalhadores, mantendo um ambiente de paz social", afirmando que se mantém "continuamente aberta ao diálogo com os trabalhadores".

[Notícia atualizada às 19h45]

Leia Também: Pilotos da TAP não vão avançar com greve

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