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Efapel prevê crescer mais de 10%, apesar de ter perdido mercado russo

A empresa de produção de material elétrico Efapel, sediada na Lousã, prevê aumentar este ano a faturação em, pelo menos, 10% relativamente a 2021, apesar de ter perdido o mercado russo e reduzido significativamente as exportações para a Ucrânia.

Efapel prevê crescer mais de 10%, apesar de ter perdido mercado russo
Notícias ao Minuto

12:41 - 27/06/22 por Lusa

Economia EFAPEL

"Perdemos os negócios que tínhamos com a Rússia, que foi o nosso primeiro mercado de exportação. Outros mercados surgiram, que foram ocupando o espaço deles, mas com a Rússia mantivemos sempre um bom nível de negócios", disse à agência Lusa o empresário Américo Duarte, abordando os impactos da invasão russa à Ucrânia.

Devido ao conflito que decorre desde 24 de fevereiro no leste europeu, as exportações para a Ucrânia "quebraram muito, com uma redução de cerca de 80%", adiantou.

Crescer na casa dos dois dígitos é o objetivo para 2022 do empresário Américo Duarte, que, apesar de considerar o mercado da Rússia importante, salientou que "não é ao ponto de vir a mexer com o nível de desenvolvimento económico e desempenho da empresa".

"O aumento no mercado de exportação no seu todo supera largamente a perda do mercado da Rússia, portanto não reflete problema nenhum para a empresa, não se traduziu num problema bicudo, nem num problema maior", frisou.

Segundo o administrador, esses mercados "valem sempre pouco face ao todo da empresa, porque a firma tem muitos mercados e muitos países, logo, cada um deles, sendo muito importante, nunca é suficiente para perturbar o crescimento normal".

A empresa instalada em Serpins, no distrito de Coimbra, fechou o ano de 2021 com uma faturação de 53,5 milhões de euros, que representou um aumento na ordem dos 20% face a 2020, com um crescimento de 20% no mercado ibérico e 25% nos restantes países.

A pandemia da covid-19 causou constrangimentos na atividade e nos mercados, que obrigou a empresa a contratar mais e a criar turnos de trabalho extraordinários para não parar a laboração, "mas não ao ponto de ser afetado o volume de negócios, porque apesar de tudo falhava-se [as entregas], mas a concorrência também".

"Conseguimos atender a demanda normal e mais alguma que decorria do facto de a nossa concorrência não entregar naquele momento tão bem como nós", recordou o administrador e fundador da Efapel.

Líder de mercado em Portugal, a empresa do concelho da Lousã exporta 30% da sua produção para mais de 50 destinos de todo o mundo, desde a Europa e África até ao Médio Oriente e América Latina.

"Vamos continuar a crescer, quer com mais produto, quer com mais capacidade produtiva, como temos feito nos últimos anos, pelo que a nossa perspetiva é continuar a crescer, sabendo que temos muito mais a fazer, para melhorar e para crescer", sublinhou Américo Duarte.

Para aumentar a produção, a empresa vai investir três milhões de euros num novo pavilhão, com cerca de 2.000 metros quadrados, que deverá estar concluído em 2023, depois de nos últimos anos ter aumentado a sua capacidade produtiva e de armazenamento, com a ampliação do atual edifício 2 da fábrica de Serpins para o dobro da área, que passou a ser de 18.000 metros quadrados.

O aumento das matérias-primas parece não assustar o empresário, que não encara essa situação como uma ameaça competitiva, "já que o aumento das matérias é para todos" e o encarecimento da construção civil não tem, até à data, "limitado a procura e, portanto, continua bem".

"A aparelhagem elétrica pesa pouco numa construção, vale uma pequenina percentagem de toda a construção, portanto, o que diferencia a atividade e a construção não é o material elétrico, é a construção civil em si, aí é que se gasta o dinheiro", sustentou o administrador da Efapel.

As queixas do empresário centram-se apenas na concorrência que vem do Oriente "sem pagarem impostos nenhuns, sem carga fiscal de espécie nenhuma, sem carga com o trabalho, porque a empresa tem custos salariais muito elevados e tem de se competir com eles e assim não dá".

"Queixamo-nos é do facto de a Europa não impor restrições à importação de produtos produzidos em condições concorrenciais diferentes das nossas. Assim não podemos ser competitivos com o material que vem do Oriente e eles crescem neste mercado e as indústrias europeias caem, porque são substituídas por produtos que vêm da China a um preço muito mais baixo", explicou.

Para Américo Duarte, devia existir "leis alfandegárias decisivas para que houvesse mais alguma igualdade na capacidade de competição".

Fundada em 1978, a Efapel é a maior empregadora do concelho da Lousã com 448 trabalhadores, um número superior a 2020.

Leia Também: Ucrânia. Líderes do G7 prometem apoiar Kyiv enquanto for necessário

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