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CIP reitera apelo para diminuição da carga fiscal sobre empresas

A CIP -- Confederação Empresarial de Portugal reiterou hoje o apelo para uma diminuição da carga fiscal sobre as empresas e o trabalho e a uma reforma fiscal que torne o país mais atrativo para o investimento e o talento, segundo um comunicado.

CIP reitera apelo para diminuição da carga fiscal sobre empresas
Notícias ao Minuto

21:34 - 25/05/22 por Lusa

Economia Confederação Empresarial de Portugal

Na nota, hoje divulgada, a CIP lembra que o "recente relatório da OCDE sobre a carga fiscal sobre o trabalho -- 'Taxing wages' 2022 -- revela que Portugal compara mal, neste domínio, com a maioria dos membros desta organização", destacando que "para um trabalhador médio em Portugal, a carga fiscal total (incluindo contribuições sociais), em percentagem dos custos laborais, em 2021, foi de 41,8%, contra a média de 34,6% na OCDE".

A confederação recorda ainda que "Portugal é o 10º, entre 38 países, com o valor mais elevado", sendo que "este valor aumentou, relativamente a 2020, 0,3 pontos percentuais, ao contrário da média da OCDE, que registou uma redução de 0,06 pontos".

A CIP refere também o facto de numa família média, com dois filhos, a carga fiscal ser de 37,2%, contra a média de 28,8% na OCDE. "Neste caso, Portugal é o 9.º país com o valor mais elevado e o aumento foi de 0,45 pontos percentuais, quando na OCDE a diminuição foi de 0,36 pontos", destacou.

De acordo com a entidade, "esta evolução deve-se à carga fiscal suportada em sede de IRS, que compara negativamente com países que nos são próximos, como é o caso, entre outros, de Espanha e da Grécia", sendo que "Portugal aparece, assim, em contracorrente com a OCDE, quando a preocupação deveria ser a de que a fiscalidade sobre o trabalho favorecesse a atração e retenção de recursos humanos nas empresas, bem como o aumento do rendimento líquido disponível das famílias".

Assim, a CIP "reitera a necessidade da diminuição da carga fiscal sobre as empresas e sobre o trabalho, no quadro de uma reforma profunda da fiscalidade que proporcione um quadro legal mais simples, transparente, coerente e compreensível, tendo em consideração o imperativo da competitividade", apelando a "uma reforma fiscal que torne Portugal um país mais atrativo, tanto para o investimento como para o talento".

A organização recordou ainda um "Parecer do Conselho Económico e Social sobre a Proposta de Orçamento do Estado para 2022, quando refere, a este propósito, que o IRS é, já hoje, um imposto altamente progressivo em que 16% dos contribuintes suportam 65% do imposto, considerando que a opção de aumento dos limites dos atuais escalões poderia ser uma opção estruturalmente mais correta".

Leia Também: Agenda do Trabalho Digno não terá acordo da CIP

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