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UE e EUA condenam "chantagem energética" russa e destacam alternativas

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos condenaram hoje a "chantagem energética" por parte da Rússia em retaliação às sanções impostas devido à guerra da Ucrânia, destacando os "esforços para diversificar o abastecimento" com aposta em interconexões.

UE e EUA condenam "chantagem energética" russa e destacam alternativas
Notícias ao Minuto

14:32 - 24/05/22 por Lusa

Economia Petróleo

"Os Estados Unidos e a Comissão Europeia condenam o uso de chantagem energética por parte da Rússia e reafirmam o compromisso de reforçar a segurança energética da Europa", referem Bruxelas e Washington numa posição conjunta hoje divulgada.

Em causa estão recentes desenvolvimentos em que "a Rússia demonstrou que é um fornecedor pouco fiável de energia à Europa através de ações injustificadas e inaceitáveis como o corte de eletricidade e gás natural à Finlândia, a suspensão das exportações de gás natural para a Polónia e Bulgária e a ameaça de ações semelhantes contra outras nações europeias".

A Comissão Europeia, em nome da UE, e a administração norte-americana vincam assim que, "por toda a Europa, desde os Nórdicos aos Balcãs, estão em curso esforços para diversificar o abastecimento e reduzir a dependência do gás russo".

"Desde 2020, a Finlândia tem estado interligada à Estónia através do Balticonnector, um projeto apoiado pela Comissão Europeia, que aumenta a segurança do abastecimento da Finlândia e da região e, além disso, a 01 de maio, o interconector de gás Polónia-Lituânia iniciou a sua operação comercial que reforça a opcionalidade e a resiliência de todo o mercado de gás báltico e foi também apoiado" por verbas comunitárias, elencam.

Os dois blocos admitem, ainda assim, "a urgência de tomar medidas decisivas para reduzir as importações de energia da Rússia", garantindo trabalho conjunto para "diversificar o fornecimento de gás natural na Europa, ao mesmo tempo que se acelera a implementação da eficiência energética e de tecnologias inteligentes nas casas e empresas europeias, se eletrifica o aquecimento e se aumenta a produção de energia limpa para reduzir completamente a procura de combustíveis fósseis".

No início de maio, a Comissão Europeia admitiu que "qualquer Estado-membro" da UE pode seguir-se à Bulgária e à Polónia no corte de gás pela energética russa Gazprom, pedindo planos de contingência para eventual rutura total no fornecimento.

Em causa está a suspensão pela Gazprom de todas as suas entregas de gás à Bulgária e à Polónia por não terem feito o pagamento em rublos, que a ter sido feito, iria inverter as sanções da UE à Rússia pela guerra da Ucrânia.

Mais recentemente, em meados de maio, a Rússia avisou que iria adotar medidas de retaliação se a Finlândia aderisse à NATO.

A posição conjunta de Bruxelas e Washington surge numa altura de conflito na Ucrânia provocado pela invasão russa, tensões geopolíticas essas que têm vindo a pressionar o mercado energético europeu, já que a UE importa 90% do gás que consome, sendo a Rússia responsável por cerca de 45% dessas importações, em níveis variáveis entre os Estados-membros.

A Rússia é também responsável por cerca de 25% das importações de petróleo e 45% das importações de carvão da UE.

Bruxelas tem vindo a defender a necessidade de garantir a independência energética da UE face a fornecedores não fiáveis e aos voláteis combustíveis fósseis.

Leia Também: Bruxelas pede aval a embargo a petróleo para evitar "situação estranha"

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