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Surgiu um novo multimilionário no mundo a cada 30 horas devido à pandemia

A conclusão resulta do relatório 'Lucrar com o Sofrimento'.

Surgiu um novo multimilionário no mundo a cada 30 horas devido à pandemia
Notícias ao Minuto

11:49 - 23/05/22 por Notícias ao Minuto

Economia Multimilionário

A Oxfam Intermón - uma ONG para os problemas da pobreza, desigualdade e da injustiça - avança que, nos dois anos da pandemia, surgiram no mundo até 573 novos multimilionários, o que significa um novo a cada 30 horas.

A conclusão resulta do relatório 'Lucrar com o Sofrimento', publicado por ocasião da reunião do Fórum Económico Mundial na cidade suíça de Davos.

Do outro lado da crise sanitária estão os 263 milhões de pessoas que estarão mergulhadas em pobreza extrema.

A riqueza dos multimilionários aumentou mais nos primeiros dois anos da pandemia de Covid-19 do que nos últimos 23 anos, equivalendo, na sua totalidade, a 13,9% do PIB global, um aumento de cerca de três vezes face a 2000-  quando era de 4,4%.

"Para os bilionários, a pandemia, bem como o conflito na Ucrânia e o aumento dos preços dos alimentos e da energia, estão a conduzir a um período de prosperidade. E esta realidade contrasta com um claro retrocesso nas realizações das últimas décadas na luta contra a pobreza extrema a nível global", explicou Iñigo Macías, chefe de investigação da Oxfam Intermón.

"A sorte destes bilionários não cresceu tanto e tão depressa em tão pouco tempo porque trabalham mais ou são mais produtivos", salientou Macías, acrescentando que "controlam e investem em empresas que tiraram partido do seu crescente poder de mercado e desregulamentação, em muitos casos violando os direitos dos trabalhadores, enquanto alguns escondem o seu dinheiro em paraísos fiscais". "Tudo isto com a cumplicidade dos governos", disse ainda.

Mas este novo estudo da Oxfam Intermón revela também que, a nível mundial, as empresas dos sectores energético, alimentar e farmacêutico, que, advertiu, são sectores dominados "por um punhado de empresas com elevada concentração de poder", estão a obter "lucros sem precedentes, apesar de os salários dos trabalhadores mal terem aumentado e de terem de enfrentar a maior subida de preços das últimas décadas, no meio da pandemia de Covid-19".

Para Macías é "inconcebível que haja pessoas que lucram com a dor e o sofrimento dos outros". "Alguns tornaram-se ricos ao negarem o acesso universal às vacinas em todos os países e outros ao tirarem partido do aumento dos preços dos alimentos e da energia", reiterou.

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