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Lucros da Sonae disparam de um para 42 milhões no 1.º trimestre deste ano

Os lucros da Sonae dispararam de um milhão de euros no primeiro trimestre de 2021 para 42 milhões de euros no mesmo período deste ano, com as receitas a atingirem um "valor recorde de 1,7 mil milhões de euros".

Lucros da Sonae disparam de um para 42 milhões no 1.º trimestre deste ano
Notícias ao Minuto

18:13 - 18/05/22 por Lusa

Economia Resultados

De acordo com um comunicado hoje divulgado, o primeiro trimestre deste ano "começou com boas perspetivas, com a pandemia a entrar numa fase endémica".

"No entanto, desde meados de fevereiro, o conflito na Ucrânia tem vindo a afetar a confiança do consumidor e a trazer alguns desafios adicionais aos negócios. Neste contexto, o volume de negócios consolidado registou um desempenho sólido e positivo, com um aumento de 5% em termos homólogos para 1,7 mil milhões de euros, o melhor primeiro trimestre de vendas da Sonae, com destaque para o desempenho da MC e da Zeitreel", referiu o grupo.

No caso da MC, dona do Continente, "o volume de negócios total cresceu 3,8% em termos homólogos, para 1.294 milhões de euros, com um LfL [comparável, do inglês 'like-for-like'] de 2,2%, sustentado sobretudo pelos formatos não alimentares, que recuperaram das restrições de confinamento do ano passado e capturaram a melhoria do consumo não doméstico, e pela inflação dos produtos alimentares que atingiu 5% no 1T22 [primeiro trimestre de 2022]", referiu.

Por sua vez, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) subjacente do grupo "melhorou 9,7% em termos homólogos no 1T22, para 121 milhões de euros, principalmente devido à recuperação do negócio de moda", indicou o grupo.

Assim, "este desempenho operacional positivo, juntamente com uma contínua recuperação dos negócios consolidados pelo método de equivalência patrimonial e a mais-valia de transação de portefólio, conduziu a um crescimento de 17,2% do EBITDA consolidado, para 149 milhões de euros, apesar do aumento adicional significativo dos custos de energia de cerca de 20 milhões de euros".

"Face ao forte desempenho operacional e ao sucesso na gestão do portefólio, o resultado líquido da Sonae (atribuível a acionistas) atingiu 42 milhões de euros, uma melhoria significativa face ao 1T21", destacou.

De acordo com a Sonae, "apesar do contexto económico desafiante, do efeito desfavorável de calendário da Páscoa e de um comparável exigente, a MC registou novamente um conjunto de resultados sólidos no 1T22, continuando a ganhar quota de mercado, beneficiando de melhores níveis de perceção dos clientes".

A Sonae indicou ainda que "este desempenho sólido foi particularmente positivo considerando o ambiente macroeconómico e comercial, sobretudo desde meados de fevereiro com o início da guerra na Ucrânia", indicando que "as vendas 'online' duplicaram face aos níveis pré-pandemia, atingindo 3,2% do volume de negócios total no 1T22 e situando-se num caminho de consolidação natural das taxas excecionalmente altas dos últimos dois anos".

Por outro lado, no caso da Worten, "após dois anos consecutivos de crescimento significativo, o mercado de eletrónica em Portugal contraiu no 1T22, sobretudo devido ao contexto pandémico no 1T21, o qual beneficiou, de forma acentuada, o canal 'online' e impulsionou as vendas de produtos informáticos".

Além disso, o 1T22 "foi também caracterizado por um inverno menos rigoroso que limitou a procura de categorias sazonais. Este contexto desfavorável do mercado de eletrónica e da reorganização da oferta em Espanha Continental contribuíram para uma redução do volume de negócios de 4,1% para 261 milhões de euros no 1T22 (contrastando com um crescimento LfL de +29,3% reportado no 1T21)", lê-se, na mesma nota.

Para a Sonae Sierra, que gere centros comerciais, "o início de 2022 apresentou sinais positivos de recuperação".

"Após dois anos desafiantes, com a pandemia a impor várias semanas de encerramento dos centros comerciais, a Sierra conseguiu registar melhorias nos seus indicadores-chave de desempenho operacional que continuaram a convergir para níveis pré-pandemia", indicou, salientando que "o portefólio europeu da Sierra registou uma maior taxa de ocupação (96,9%, +0,6 p.p. em termos homólogos) e as vendas LfL dos lojistas aumentaram mais de 90% em termos homólogos até ao final do 1T22, com uma recuperação significativa em todos os países, nomeadamente em Portugal após o encerramento dos centros comerciais durante 2,5 meses no 1T21", referiu o grupo.

Assim, "numa base contabilística proporcional, o resultado líquido total [da Sierra] atingiu 9,8 milhões de euros no final do 1T22, +6,6 milhões de euros quando comparado com o 1T21".

Por outro lado, "no negócio de moda, o 1T22 caracterizou-se por uma recuperação clara, com a Zeitreel a conseguir regressar aos níveis de vendas do 1T19, após dois anos muito difíceis para a indústria da moda, afetada pelas restrições da pandemia", com um "volume de negócios consolidado de 96 milhões de euros, +57% em termos homólogos quando comparado com o 1T21 (+88% LfL), o que representa uma recuperação sólida em todas as marcas e canais chave".

[Notícia atualizada às 18h18]

Leia Também: Sonae vende empresas de cibersegurança à Thales Group por 120 milhões

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