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CaixaBank acredita no crescimento do BPI sem reduzir trabalhadores

A direção do CaixaBank sublinhou hoje em Madrid que o BPI "entrou num ciclo virtuoso" que lhe permite continuar a crescer, sem necessidade de adquirir outros bancos ou realizar cortes na força de trabalho.

CaixaBank acredita no crescimento do BPI sem reduzir trabalhadores
Notícias ao Minuto

13:45 - 17/05/22 por Lusa

Economia BPI

"O BPI entrou num ciclo virtuoso que lhe permite crescer em termos de quota de mercado [...] e investir mais na qualidade do serviço", disse o presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, na conferência de imprensa em que apresentou o novo Plano Estratégico 2022-2024 para o grupo CaixaBank.

O gestor assegurou que "a prioridade é seguir por esse caminho", não prevendo uma "reestruturação" da força de trabalho em Portugal.

O objetivo da filial portuguesa do CaixaBank centrar-se-á em "melhorar a eficiência e a digitalização", para que o BPI consiga alcançar um crescimento médio anual das receitas de aproximadamente 9%, com a rentabilidade (ROTE) e a eficiência a convergir com as do grupo, 12%.

Questionado sobre o interesse na compra do Novo Banco, Gonzalo Gortázar assegurou que o grupo está "focado em manter as coisas como estão" e que o plano estratégico "não contempla operações inorgânicas".

Sobre a participação que o BPI tem em Angola, considerou que o BFA é "um investimento que está a mostrar bons resultados financeiros" e que, apesar de não ser um investimento estratégico, prevê que a posição será mantida durante o período do plano estratégico, até 2024.

Segundo números avançados na apresentação feita, o BPI tem aumentado a sua quota de mercado no crédito concedido, de 9% em 2016 para 11,1% atualmente, no crédito hipotecário, de 11% para 13,1%, no crédito às empresas, de 7,8% para 10,6%, e nos recursos dos clientes, de 10,4% para 11,3%.

No Plano Estratégico 2022-2024 enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) em Madrid, o CaixaBank indica que os objetivos financeiros do BPI até ao final desse período são que as receitas "cresçam a uma taxa média anual de aproximadamente 9%", com a rentabilidade (ROTE) e a eficiência "a convergirem com as do grupo como um todo".

Cinco anos desde a aquisição do BPI, o grupo espanhol afirma que o balanço dessa operação "é muito positivo devido à sua solidez e crescimento".

Em Portugal, as medidas previstas incluem o desenvolvimento da gama de produtos e serviços, assim como a melhoria da gestão da rentabilidade e o reforço do controlo de custos.

O grupo espera alcançar uma rentabilidade superior a 12% até 2024, o que significa quase duplicar os níveis atuais, produzindo cerca de nove mil milhões de euros de capital e colocando o rácio de crédito malparado abaixo dos 3% no final deste período.

O CaixaBank estabeleceu para si próprio o objetivo de criar cerca de 9.000 milhões em capital durante os três anos, um montante que inclui os 1.800 milhões da recompra de ações a distribuir este ano; os dividendos, com um pagamento - a percentagem de lucro que é atribuída para este fim - de mais de 50%, e um capital CET1 - de qualidade máxima - de mais de 12%.

O grupo espanhol considera que o plano estratégico está a ser lançado num momento de grande incerteza económica devido à guerra na Ucrânia, que fez subir os preços da energia e a inflação.

O CaixaBank obteve em 2021 lucros de 5.226 milhões de euros, quase quatro vezes mais do que em 2020, ajudado pelo impacto extraordinário associado à fusão com o Bankia.

Excluindo esta variação extraordinária, o lucro seria de 2.359 milhões de euros, cerca de 70,8% mais do que no ano anterior, que foi muito influenciado pelas elevadas provisões feitas para lutar contra a pandemia de covid-19.

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