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Metro do Porto estuda ida de comerciantes afetados para estação 'premium'

O presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, disse hoje à Lusa que os comerciantes afetados pelas obras de construção da linha Rosa poderão ir para uma estação 'premium' localizada na cidade do Porto.

Metro do Porto estuda ida de comerciantes afetados para estação 'premium'

"Muito provavelmente será numa estação. Ainda não está definido. É um aspeto que estamos a tentar verificar com cada um dos agentes, mas muito provavelmente será numa estação", disse à Lusa Tiago Braga, que falava à margem da Portugal Railway Summit 2022, que decorre hoje e na terça-feira no terminal de cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, no distrito do Porto.

Na quinta-feira, vários comerciantes afetados pelas obras do Metro do Porto na Rua do Almada e na Praça da Liberdade reportaram à Lusa impactos superiores a 50%, mas a empresa disse estar já a trabalhar numa "solução inovadora e extraordinária" para os deslocalizar temporariamente.

"Se o objetivo é localizar este espaço num sítio onde tenha muita procura, nós vamos valorizar aquilo que são os nossos espaços que têm uma capacidade intermodal muito grande e um nível de utilização que só é comparável, na Área Metropolitana do Porto, aos grandes centros comerciais", justificou hoje Tiago Braga.

O responsável considerou que "são espaços 'premium'" os que estão ao dispor da empresa, indo "procurar valorizar aqueles espaços", quando questionado se estaria em causa uma estação no centro, nomeadamente a Trindade.

Para o presidente da Metro, "o que está em causa é criar um espaço próprio onde alguns comerciantes, nomeadamente aqueles cuja tipologia se enquadra [na mudança temporária], se possam deslocalizar provisoriamente para esse espaço".

"Será um espaço condigno, que será preparado para estas intervenções de curto/médio prazo, para que as pessoas continuem a ter, independentemente de manterem a sua loja e o seu estabelecimento aberto, mais um ponto de exposição junto do público", explicou.

Tiago Braga adiantou ainda que não estando uma decisão tomada definitivamente, a Metro está a "procurar auscultar cada um dos comerciantes no sentido de perceber se verdadeiramente faz sentido este investimento, que é um investimento ainda relativamente pesado".

Na semana passada, perante as críticas de lojistas, a Metro adiantou estar "a trabalhar numa solução inovadora e extraordinária para deslocalização temporária de alguns espaços comerciais afetados pelas obras de construção da Linha Rosa", um projeto "em desenvolvimento" que implica o "contacto estreito com os próprios comerciantes e que poderá ser apresentado e concretizado em breve".

A Linha Rosa do Metro do Porto ligará São Bento/Praça da Liberdade à Casa da Música, com estações no Hospital de Santo António e na Praça da Galiza, e deverá estar concluída em 2024.

A Metro do Porto tem em curso, além da construção da Linha Rosa, o prolongamento da Linha Amarela, entre Santo Ovídio e Vila D'Este, em Vila Nova de Gaia.

No total, o custo da expansão em curso do Metro do Porto chega aos 407 milhões de euros, montante ao qual acresce IVA.

Leia Também: Metro abre duas linhas até às 3h para festejos do título do FC Porto

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