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Quatro compradores europeus de gás russo pagaram em rublos

A exigência de pagamento de gás russo em rublos por Moscovo levou 10 compradores europeus de gás a abrirem contas na Gazprombank, sendo que quatro já pagaram fornecimentos na moeda russa, segundo fonte da gigante Gazprom.

Quatro compradores europeus de gás russo pagaram em rublos
Notícias ao Minuto

13:39 - 27/04/22 por Lusa

Economia Ucrânia

A informação foi dada à Bloomberg por uma fonte anónima da Gazprom, depois de a empresa ter anunciado a suspensão total do fornecimento de gás à búlgara Bulgagraz e à polaca PGNiG por não terem pagado em rublos até terça-feira.

A fonte não especificou quais foram estes compradores.

Entretanto, a empresa de gás polaca PGNiG já confirmou a suspensão do fornecimento de gás natural pela Gazprom.

"A situação não afeta o fornecimento atual aos clientes do PGNiG que estão a receber combustível conforme solicitado", afirmou a empresa em comunicado.

A petrolífera estatal russa Gazprom já tinha avançado com a suspensão do fornecimento de gás à Bulgária a partir de hoje, no mesmo dia em que o primeiro-ministro búlgaro tem previsto um encontro com o Presidente da Ucrânia, em Kyiv.

A Bulgária juntou-se assim à Polónia, que também tinha anunciado que a Rússia iria interromper o fornecimento de gás a partir de hoje perante a recusa em fazer os pagamentos em rublos, como exige a administração da Gazprom, controlada por Moscovo.

No final de março, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que os clientes estrangeiros da Gazprom, "hostis à Federação Russa", deveriam pagar o gás importado em rublos, mas a maioria dos países da União Europeia, incluindo a Polónia e a Alemanha, não aceitou essa exigência.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já assegurou que Bruxelas tem planos de contingência para contornar os cortes de gás da Rússia, sublinhando que a decisão "constitui um instrumento de chantagem".

Em resposta a Von der Leyen, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que o corte do fornecimento a Polónia e Bulgária "não é um instrumento de chantagem".

Os dois países atingidos - a Polónia e a Bulgária - garantiram hoje que conseguem continuar a fornecer gás aos consumidores, assegurando que têm fornecedores alternativos, mas admitindo também que contam com a ajuda da União Europeia.

A guerra na Ucrânia já matou mais de dois mil civis, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

O conflito causou a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,16 milhões para fora do país, ainda de acordo com a organização.

Leia Também: Gás. Portugal e Espanha criticam obrigação de armazenamento acima de 80%

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