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Trabalhadores da Amarsul decidiram uma semana de greves parciais

Trabalhadores da Amarsul - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos - decidiram hoje uma semana de greves parciais por aumentos salariais a partir de 28 de março, num plenário com a presença da coordenadora da CGTP, Isabel Camarinha, em Setúbal.

Trabalhadores da Amarsul decidiram uma semana de greves parciais
Notícias ao Minuto

13:33 - 02/03/22 por Lusa

Economia Amarsul

"Neste caso concreto da Amarsul, uma empresa que presta um serviço público, o Estado tem que ter um papel importantíssimo e tem que investir no sentido de que esses serviços públicos, que toda a população tem direito a ter, sejam serviços públicos com qualidade, executados por trabalhadores valorizados e com condições de vida", defendeu a coordenadora da CGTP, que se juntou ao desfile de trabalhadores por diversas ruas da cidade de Setúbal.

"Não é isso que acontece na Amarsul, do grupo EGF Mota Engil. O que acontece é que os salários dos trabalhadores têm vindo a desvalorizar. Nós temos este aumento do custo de vida brutal, mas, mesmo antes, já estes salários se afastavam do que já foram os salários dos trabalhadores destas empresas, aproximando-se do salário mínimo nacional. E grande parte destes trabalhadores recebem o salário mínimo nacional. Isto é inaceitável", acrescentou.

Segundo Isabel Camarinha, "há muitos milhares de trabalhadores que todos os dias têm lutado, e vão continuar a lutar, para exigir a alteração do modelo de baixos salários, de precariedade, de horários longos e desregulados, de uma legislação laboral que bloqueia a contratação, que permite o bloqueio da contratação coletiva e que não permite a efetiva negociação das condições de trabalho dos trabalhadores, no sentido do progresso".

A coordenadora da CGTP disse ainda que os aumentos do salário mínimo "têm sido insuficientes" e lembrou que a central sindical defende um "salário mínimo de 850 euros e um aumento geral de salários de 90 euros para todos os trabalhadores", já em 2022.

O coordenador da União de Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão, não aceita os argumentos da administração da empresa para recusar aquilo que os trabalhadores consideram ser um salário digno, numa empresa que era rentável quando estava no setor público.

"Não se justifica que, desde a privatização [da EGF], os preços da taxa dos resíduos sólidos estejam a subir e que os trabalhadores ganhem menos, numa empresa que, quando era gerida pelo setor público, era rentável. E que agora [a administração] vem advogar que tem prejuízo. Não se consegue perceber", disse.

A ação de protesto dos trabalhadores da Amarsul de Palmela, Seixal e Setúbal começou com um desfile que teve início na Praça do Brasil e terminou com a realização de um plenário com mais de uma centena de trabalhadores na Praça do Bocage, em frente à Câmara Municipal de Setúbal.

Entre outras reivindicações, os trabalhadores da Amarsul exigem um aumento salarial de 90 euros e aumento dos subsídios de risco e de transporte.

Defendem ainda a atribuição de um subsídio de insalubridade, penosidade e risco e a aplicação da contratação coletiva na empresa.

As greves parciais na Amarsul, de duas horas por turno, deverão ter início em horário a definir, a partir do dia 28 de março.

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