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Procura no 3.º leilão extraordinário de eletricidade duplica a oferta

A procura no terceiro leilão extraordinário de eletricidade renovável adquirida ao Comercializador de Último Recurso (CUR) foi cerca de duas vezes a oferta disponibilizada, anunciou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Procura no 3.º leilão extraordinário de eletricidade duplica a oferta
Notícias ao Minuto

12:05 - 27/01/22 por Lusa

Economia ERSE

Em comunicado, o regulador do setor energético adiantou que no 3.º Leilão Extraordinário de Produção em Regime Especial (PRE) foi disponibilizada energia elétrica para entrega em fevereiro e em março de 2022, ambos com um volume total de 50 MW em todas as horas de cada um destes meses e, "nos dois produtos (meses), a procura foi cerca de duas vezes superior ao volume ofertado para venda".

Já o preço de reserva fixado pela ERSE (preço mínimo a que os agentes poderiam colocar ofertas de compra) foi de 90 EUR/MWh, para ambos os meses em licitação.

Para o mês de fevereiro, refere, registou-se um total de 18 participantes, resultando 11 deles adjudicatários na colocação de energia através deste instrumento e o preço médio ofertado (ponderado por volume) foi de 137,34 EUR/MWh e o preço médio ponderado das compras adjudicadas de 158,76 EUR/MWh.

Já para o mês de março, registou-se um total de 18 participantes, resultando 11 deles adjudicatários na colocação de energia, através do leilão. O preço médio ofertado (ponderado por volume) foi de 124,24 EUR/MWh e o preço médio ponderado das compras adjudicadas de 140,53 EUR/MWh.

"Assim, para fevereiro, o preço médio de compra esteve 68,76 euros/MWh acima do preço inicial e cerca de 21 euros/MWh acima do preço médio das ofertas. Para março, o preço médio de compra esteve 50,53 euros/MWh acima do preço inicial e cerca de 16 euros/MWh acima do preço médio das ofertas", conclui a ERSE.

Hoje, a eletricidade no mercado grossista ibérico está fixada nos 232,50 euros/MWh, segundo os dados do Operador do Mercado Ibérico de Eletricidade (OMIE).

Os leilões extraordinários foram decididos pela ERSE como uma medida para mitigar os riscos para o funcionamento do mercado elétrico decorrentes dos elevados preços e volatilidade nos mercados grossistas, tanto no mercado português, como da generalidade dos mercados europeus.

O terceiro leilão extraordinário para a colocação de energia adquirida pelo Comercializador de Último Recurso (CUR) a produtores em regime especial (PRE) decorreu na passada quinta-feira, dia 20.

"Estes leilões permitem aos agentes comercializadores sem formas de cobertura do risco de preço de compra da energia (sem produção no grupo económico ou sem contratos bilaterais que assegurem preço fixo) poder assegurar maior controlo e previsibilidade nesse mesmo aprovisionamento de eletricidade", explicou o regulador em resposta à Lusa, aquando do anúncio da data.

No entender da ERSE, "este mecanismo contribui para minimizar impactes adversos no mercado da conjuntura adversa de preços (elevados e muito voláteis), assegurando um nível mais equitativo de condições de aquisição de eletricidade para a generalidade dos comercializadores e, consequentemente, a possibilidade de manterem as condições aos seus clientes também elas mais estáveis".

Os aumentos de preços da eletricidade que afetam uma grande parte da Europa devem-se, entre outros fatores, à subida do preço do gás nos mercados internacionais, que é utilizado em centrais elétricas de ciclo combinado e que fixa o preço de mercado na maioria das vezes do dia, e ao aumento do preço dos direitos de emissão de dióxido de carbono (CO2).

Ao longo de 2021, os preços da eletricidade no mercado grossista ibérico multiplicaram por nove vezes, ultrapassando a barreira dos 300 euros/MWh.

A crise energética fez três baixas na comercialização de eletricidade em Portugal: a HEN foi a primeira a fechar operação, passando os seus cerca de 3.900 clientes para o mercado regulado, seguindo-se empresa Energia Simples (PH Energia), que enviou cerca de 5.300 clientes para o comercializador de último recurso, e a ENAT - Energias, que tinha 4.900 clientes.

Por seu lado, a Coopérnico deixou de ter tarifas fixas de eletricidade e manteve apenas um tarifário indexado aos preços no mercado grossista, refletindo todos os meses as variações existentes, para travar as perdas acumuladas com o disparar dos preços da energia.

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