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ASF alerta para impacto do contexto económico e social nos seguros

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) alertou hoje para o impacto do atual contexto económico e social nos ramos de seguros de doença e automóvel, indicando que pode existir "um agravamento futuro".

ASF alerta para impacto do contexto económico e social nos seguros
Notícias ao Minuto

20:19 - 22/12/21 por Lusa

Economia ASF

No painel de riscos do setor segurador, referente a este mês, a entidade referiu que "apesar das variações comedidas ao nível da sinistralidade, o atual contexto económico e social potencia um cenário de agravamento futuro em algumas linhas de negócio, em particular no ramo Doença, em resultado do adiamento de consultas, exames e tratamentos cobertos por este tipo de seguros, bem como no ramo Automóvel, pelo aumento da circulação rodoviária na sequência do levantamento das medidas de restrição".

Assim, "estas perspetivas justificam a conservação da avaliação desta categoria de risco em médio-alto", indicou a ASF.

No mesmo documento, a ASF indicou que "as incertezas em torno do contexto macroeconómico conduziram ao aumento dos níveis de volatilidade dos mercados obrigacionistas, com os prémios de risco da dívida a registarem variações, ainda que comedidas, de valor positivo", sendo que "nos mercados acionistas, também se identificou alguma volatilidade durante o mês de novembro, bem como ligeiras correções dos preços no sentido descendente, revertendo assim, ligeiramente, a valorização verificada desde 2020".

Estas evoluções "motivam a manutenção da avaliação das categorias de riscos de crédito e de mercado em médio-baixo e médio-alto, respetivamente, apresentando a última uma tendência no sentido ascendente", sublinhou o regulador.

A ASF avalia que "em matéria de risco de liquidez, mantém-se igualmente uma situação de estabilidade", sendo que "o rácio de liquidez dos ativos registou um ligeiro decréscimo, permanecendo, ainda assim, em níveis confortáveis".

Por sua vez, "o rácio de entradas sobre saídas manteve a trajetória ascendente iniciada no trimestre transato, com um acréscimo de 8,3 pontos percentuais para 102,3%".

De acordo com a ASF, "esta evolução é motivada pelo ramo Vida, cujo rácio incrementou 10,2 pontos percentuais, posicionando-se em 78,4%. Por sua vez, no conjunto dos ramos Não Vida, o mesmo rácio diminuiu ligeiramente para 176,3%", referiu, na mesma nota.

O regulador concluiu ainda que "a solvabilidade do setor segurador nacional evoluiu favoravelmente no terceiro trimestre de 2021, com o rácio global de solvência a registar um valor de 215,1%, mais quatro pontos percentuais que no trimestre anterior".

No que diz respeito aos riscos específicos do ramo Vida, "registou-se, no terceiro trimestre do ano, a continuidade do crescimento da produção, embora com uma desaceleração notória face ao trimestre anterior, verificando-se assim um aumento do valor anualizado dos prémios brutos emitidos de 12,7%, menos 21,2 pontos percentuais em relação ao acréscimo registado no trimestre anterior".

Por outro lado, no que respeita "aos ramos Não Vida, a produção anualizada aumentou 2,2% no terceiro trimestre de 2021", sendo que "a taxa de sinistralidade anualizada aumentou ligeiramente nos ramos Doença e Incêndio e Outros Danos, enquanto nos restantes principais segmentos não se verificaram variações de relevo".

Leia Também: Seguradoras europeias têm meios para enfrentar efeitos adversos

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