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Trabalhadores dos hotéis exigem aumento salarial mínimo de 90 euros

A Fesaht - Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal aprovou uma moção a exigir um aumento salarial mínimo de 90 euros para os trabalhadores dos hotéis representados pela Associação da Hotelaria de Portugal.

Trabalhadores dos hotéis exigem aumento salarial mínimo de 90 euros
Notícias ao Minuto

15:27 - 12/11/21 por Lusa

Economia hotéis

Cerca de meia centena de trabalhadores protestaram, na quinta-feira, junto ao congresso da associação hoteleira que decorre em Albufeira, contestando a falta de mão de obra que o patronato diz sentir e reivindicando a revisão da contratação coletiva.

Numa altura em que vários responsáveis do setor turístico, e especificamente hoteleiro, apontam a falta de mão de obra com que se deparam no setor como um dos constrangimentos à retoma, o porta-voz da Fesaht afirma que a dificuldade se prende com as condições oferecidas e baixos salários praticados.

Assim, reunidos em Albufeira, no Algarve, os dirigentes, delegados sindicais e trabalhadores dos hotéis e outros alojamentos turísticos aprovaram uma moção na qual "exigem aumento salarial mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores", bem como a "reposição de todos os direitos dos trabalhadores retirados desde o início da pandemia" e o "pagamento pontual dos salários".

Os trabalhadores exigem ainda a "integração nos quadros de todos os trabalhadores despedidos", "horários estáveis" e a "proibição do trabalho temporário, de prestadores de serviços e de estagiários para ocupar postos de trabalho permanentes".

Por fim, exigem também a "fiscalização séria aos apoios do Estado às empresas no âmbito da recuperação económica na pandemia, ao cumprimento da contratação coletiva, ao combate ao trabalho não declarado e clandestino, ao cumprimento dos horários de trabalho e demais direitos dos trabalhadores".

"Dados oficiais, e a informação que circula na comunicação social, aponta que 80% dos trabalhadores dos hotéis e demais estabelecimentos de alojamento recebem apenas o salário mínimo nacional e trabalham ao fim de semana, aos feriados. É um trabalho muito penoso para os trabalhadores e, por isso, é natural que muitos trabalhadores que foram empurrados violentamente nesse período da pandemia" não queiram agora voltar a trabalhar no setor, disse aos jornalistas, na quinta-feira, Francisco Figueiredo, da Fesaht.

"Os patrões despediram os trabalhadores violentamente logo no início da pandemia e dizem agora que têm falta de trabalhadores. Muitos deles arranjaram outras alternativas de emprego melhor, e eles agora precisam de aliciar os trabalhadores oferecendo condições de trabalho dignas e melhores salários. Isso é que não está a acontecer", explicou.

Por seu turno, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) contestou as críticas da Fesaht aos salários e à falta de valorização dos trabalhadores, afirmando que está disponível para negociar e que aguarda reunião na DGERT -- Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho para a revisão da contratação coletiva.

"Foi dado início à revisão desse contrato em 2012, no entanto, ao fim de anos de tentativas de aproximação, foi reconhecido que não era possível chegar a consenso e recorreu-se ao mecanismo previsto na lei: mediação na DGERT, entidade do Ministério do Trabalho. Também aí o processo está a correr desde 2016, tendo sido interrompido durante estes últimos quase dois anos, em razão da pandemia", começou por explicar a AHP em comunicado, na quinta-feira, acrescentando que a celebração de um Contrato Coletivo de Trabalho exige muito mais do que a revisão das tabelas salariais", uma das reivindicações da Fesaht.

A AHP afirmou que os salários que estão a ser praticados na hotelaria "são já superiores aos fixados nas tabelas dos sindicatos" e que as "condições e termos do exercício da função são igualmente valorizadas pelos trabalhadores e empregadores. É aí que se pretende chegar: equilíbrio e valorização das profissões turísticas".

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