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"É um momento crucial. Não pode haver trincheiras, tem de haver pontes"

A ministra do Trabalho diz que o OE2022 tem de ser uma "ponte", apelando à viabilização do documento do Governo. "Votar contra este Orçamento é votar contra os avanços estruturais, é impedir que sejam discutidos nesta Assembleia, não é o Governo que perde, é o país", afirmou.

"É um momento crucial. Não pode haver trincheiras, tem de haver pontes"

A ministra do Trabalho e da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, disse esta segunda-feira que este é um "momento crucial" e que têm de haver pontes com a Esquerda para viabilizar a proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022). 

"Este é um momento crucial para Portugal. Não pode haver trincheiras, tem de haver pontes. Não pode haver pretextos, tem de haver soluções. Ao fim de 40 anos de democracia houve uma maioria que nos últimos seis anos mostrou que soube fazer as pontes para governar o país, colocando o interesse do país e das pessoas em primeiro lugar", disse a ministra do Trabalho, esta segunda-feira, no Parlamento, depois de o Bloco de Esquerda (BE) e o PCP terem anunciado que vão votar contra o documento do Governo

A ministra do Trabalho afirmou que "foi com esta política conjunta que atravessámos uma crise desta magnitude sem os impactos sociais e no emprego que teve a anterior, com o governo de Direita, em que o desemprego chegou a atingir os 18%. É também isto que não podemos, coletivamente, pôr em risco", disse Ana Mendes Godinho. 

"Só com uma maioria parlamentar de Esquerda será possível viabilizar esta Agenda do Trabalho Digno", que, na opinião da governante, é "urgente". 

"O OE2022 tem de ser mais esta ponte, porque é de progresso, de avanços, de conquistas coletivas e comuns. Este é um OE que procuramos que seja justo e equilibrado", acrescentou. "Votar contra este Orçamento é votar contra estes avanços estruturais, é impedir que sejam discutidos nesta Assembleia, não é o Governo que perde, é o país", afirmou a ministra do Trabalho.

"Perante as várias discordâncias e dúvidas face ao modelo proposto para a alteração à arbitragem, foi transmitida a disponibilidade para, no processo legislativo, prever uma suspensão do prazo de sobrevigência mesmo sem o limite de tempo já anunciado para 2024″, anunciou ainda a ministra, mostrando abertura para ir mais além.

Entretanto, o primeiro-ministro, António Costa, convocou uma reunião urgente do Conselho de Ministros para esta segunda-feira, às 21h30. 

O Presidente da República afirmou, no seguimento dos desenvolvimentos mais recentes, que irá aguardar até ao último segundo da votação do OE2022 na generalidade e, caso se confirme o chumbo, iniciará logo o processo de dissolução do parlamento.

O PCP comunicou que vai votar contra o OE2022 já na votação na generalidade, que está marcada para quarta-feira, confirmando uma intenção anunciada logo no dia seguinte à entrega da proposta do Governo.

Com os votos contra dos 10 deputados do PCP, somados aos dos 19 do BE e aos 86 dos partidos à direita (79 do PSD, 5 do CDS-PP, 1 do Chega e 1 da Iniciativa Liberal), o documento será chumbado na generalidade, com um total de 115 votos contra.

No domingo, também o BE reiterou que irá votar contra - embora condicionando essa decisão à manutenção por parte do Governo da recusa em ir mais além na negociação das nove medidas reivindicadas por este partido - o Orçamento para 2022 na generalidade, como tinha feito em relação ao Orçamento para 2021.

[Notícia atualizada às 16h03]

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