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Ministro diz que crise energética não pode fazer esquecer crise climática

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, disse hoje que "a crise energética não pode fazer esquecer a crise climática" e destacou a necessidade de investimento em energias renováveis.

Ministro diz que crise energética não pode fazer esquecer crise climática
Notícias ao Minuto

14:40 - 22/10/21 por Lusa

Economia COP26

"Aqueles que associam a crise energética à climática estão a mentir. Os preços dos combustíveis estão a aumentar porque o petróleo está caro. E se a eletricidade não vai subir em Portugal, apesar do gás estar tão caro, é porque 60% é de origem renovável", disse Matos Fernandes durante um evento que marcou o início da iniciativa 'Climes to Go', uma viagem em que 12 jovens se propõem chegar à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), em Glasgow, Escócia, de forma sustentável e com pouco impacto ambiental.

"Estivéssemos nós muito mais à frente [na independência dos combustíveis fósseis], a crise energética seria muito menos sentida", acrescentou o ministro no arranque da iniciativa que pretende mobilizar a sociedade portuguesa para a urgente transição energética.

Numa referência à COP26, que vai decorrer entre 31 de outubro e 12 de novembro, Matos Fernandes recordou que o Acordo de Paris, de 2015, sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa teve "um resultado que parecia magnífico em termos de acordo multilateral, mas ficou aquém das necessidades".

Matos Fernandes sublinhou que resolver a crise climática exige esforço "dos poderes públicos para fazerem os investimentos certos, das empresas que têm mesmo de descarbonizar, e de cada um para mudar de hábitos".

No arranque da 'Climes to Go', três equipas de quatro pessoas saíram hoje de Cascais com destino a Glasgow no que foi definido como uma corrida contra o tempo. 

Em nome do combate às alterações climáticas, as equipas vão viajar de forma independente, o mais sustentável possível e com o maior impacto positivo possível nas comunidades por onde vão passar.

Ao longo da viagem, terão de monitorizar tanto a sua pegada hídrica, como a sua pegada carbónica, assim como dar resposta a desafios previamente definidos.

Os participantes preveem chegar a Glasgow em 30 de outubro e partilhar a sua experiência em 02 de novembro num evento paralelo à COP26.

A iniciativa 'Climes to Go -- a Race for our Planet' conta com o financiamento do Fundo Ambiental e o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, do Oney Bank e do Grupo Altri.

Leia Também: COP26 quer "manter viva" a possibilidade de limitar o aquecimento global

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