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OE pode "melhorar", mas viabilizá-lo é "racional". Costa pede "bom senso"

Numa altura em que decorrem as negociações em torno da proposta do Executivo, o primeiro-ministro diz que, na sua opinião, o "bom senso" demonstra que é "racional" viabilizar o documento do Governo.

OE pode "melhorar", mas viabilizá-lo é "racional". Costa pede "bom senso"

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu, esta terça-feira, que o debate orçamental pode "melhorar" a proposta do Governo, referindo que "é sempre possível fazer melhor". Contudo, apelou ao "bom senso" referindo que é uma atitude "racional" viabilizar a proposta do Governo, depois da pandemia e numa altura em que o país constrói a recuperação. 

"Como sempre aconteceu em todos os anos, o debate orçamental pode permitir melhorar o Orçamento que apresentamos. Temos de ter a humildade de admitir que, para além daquilo que fizemos, é sempre possível fazer melhor e contamos com o apoio de todos para que assim seja", disse o primeiro-ministro, em declarações transmitidas pela RTP3. 

"Também estamos disponíveis para discutir outros temas extra orçamentais, que têm sido colocados por outros partidos, mas que não têm propriamente a ver com o Orçamento", disse o primeiro-ministro, exemplificando com o estatuto do SNS e com a agenda do trabalho digno. 

António Costa sublinhou que, depois da crise "profundíssima" é "óbvio para todos que o país precisa de um Orçamento que permita acelerar a recuperação económica". 

"É fundamental para o país termos um bom Orçamento do Estado. Estamos de consciência tranquila porque acho que a base de trabalho que temos, a proposta de lei que o Governo apresentou, responde às prioridades do país neste momento: apoiar a recuperação económica, podermos ter um reforço do funcionamento dos serviços públicos e, também, com contas certas", detalhou o primeiro-ministro. 

Costa fala em "bom senso" (e "nunca" define linhas vermelhas) 

Numa altura em que decorrem as negociações em torno da proposta do Executivo, o primeiro-ministro diz que, na sua opinião, o "bom senso" demonstra que é "racional" viabilizar o documento. Além disso, referiu que não define linhas vermelhas, procurando, por outro lado, as verdes. 

"Eu acredito que as pessoas agem de uma forma racional e isso é fazer o que manda o bom senso em cada um dos momentos. O bom senso neste momento parece-me particularmente evidente, depois de uma tragédia como a que vivemos, com a Covid, uma crise económica profunda, de onde estamos a recuperar (...) acho que uma coisa racional é viabilizarmos o Orçamento e podermos prosseguir esta trajetória de recuperação".

Respondendo a uma questão dos jornalistas sobre quais são as linhas vermelhas do Governo, Costa disse referiu: "Nunca defino linhas vermelhas", procurando  "sempre encontrar linhas verdes para o caminho que há a seguir". E acrescentou: "Se cada um começa a traçar linhas vermelhas não vamos a lado nenhum". 

O primeiro-ministro revelou ainda que irá estar presente nas reuniões com o Bloco de Esquerda e com o PCP.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, respondeu na segunda-feira com um "vamos aguardar para ver" a evolução das negociações sobre o OE2022.

[Notícia atualizada às 13h10]

Leia Também: Bruxelas já recebeu proposta de orçamento de Portugal e de outros 17

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