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Banco Mundial acusa diretora do FMI de pressionar para melhorar dados

A economista Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) desde 2019, terá "pressionado indevidamente" para melhorar dados da economia chinesa no relatório "Doing Business", enquanto foi diretora geral do Banco Mundial (BM), segundo auditoria independente. 

Banco Mundial acusa diretora do FMI de pressionar para melhorar dados
Notícias ao Minuto

23:28 - 16/09/21 por Lusa

Economia Banco Mundial

De acordo com uma auditoria pedida pelo BM, vários altos funcionários do banco e Georgieva, que dirige o FMI desde 2019, fizeram lobby junto do Banco Mundial de maneira "indevida" para melhorar a classificação da China no relatório periódico "Doing Business".

Por isso, o Grupo Banco Mundial decidiu hoje encerrar a publicação daquele documento, um dos seus relatórios de referência, sobre as condições de investimento por país.

A instituição com sede em Washington explicou que tomou essa decisão depois de relatórios de auditoria interna levantarem "questões éticas, incluindo a conduta de ex-funcionários da direção, bem como de funcionários atuais ou ex-funcionários do Banco".

O relatório do escritório de advocacia Wilmer Hale citou "pressão direta e indireta" de funcionários seniores no gabinete do então presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, para mudar a metodologia do relatório para melhorar a pontuação da China, concluindo que tal provavelmente aconteceu sob sua direção.

Na auditoria, também foi descoberto que Georgieva supostamente pressionou a equipa a "fazer mudanças específicas" nos dados da China e melhorar as suas classificações num momento em que o banco procurava o apoio da China para aumentar o seu capital.

A posição da China no relatório de 2018, divulgado em outubro de 2017, deveria ter sido sete posições abaixo, 85 em vez de 78, disse o Banco Mundial numa revisão publicada em dezembro.

"As mudanças nos dados chineses no Doing Business 2018 parecem ser o produto de dois tipos diferentes de pressão aplicada pela liderança do banco sobre a equipe de Doing Business", diz o Banco Mundial no relatório de hoje.

Pouco depois de este relatório ser publicado, Georgieva rejeitou tais alegações, num comunicado no qual afirma discordar das conclusões e interpretações da investigação independente.

"Já tive uma reunião inicial com o conselho executivo do FMI sobre esse assunto", disse economista búlgara, diretora executiva do Banco Mundial de janeiro de 2017 a outubro de 2019, suceder a Christine Lagarde na liderança do FMI.

Leia Também: FMI aprova financiamento de emergência de 67 milhões à Guiné Equatorial

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