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Patronato britânico receia que crise de abastecimento afete o Natal 

Um responsável das Câmaras de Comércio Britânicas (BCC) pediu hoje ao Governo "ação urgente" para resolver a crise de abastecimento de produtos no Reino Unido, causada em parte pelo 'Brexit', devido ao risco para a época natalícia. 

Patronato britânico receia que crise de abastecimento afete o Natal 
Notícias ao Minuto

12:58 - 10/09/21 por Lusa

Economia Comércio

O diretor de política comercial da BCC, William Bain, afirmou ser necessária "ação urgente" do Governo para resolver os problemas, que estão a afetar sobretudo os setores da restauração, retalho e alimentação, e propõe uma cimeira transversal a setores económicos e ministérios. 

"Os riscos para as cadeias de abastecimento antes e durante o Natal são tão preocupantes que queremos ver os ministros reunir todos os principais interessados e analisar algumas soluções para garantir que não haja interrupções na aproximação ao Natal", afirmou. 

Bain falava durante um seminário do Institute for Government, um centro de estudos sobre políticas e a administração públicas, sobre a crise responsável pela falta recente de produtos em empresas como a McDonalds, Coca-Cola ou Ikea.

Uma das propostas é "incluir os motoristas de veículos pesados na lista de profissões com escassez [de mão-de-obra]", sugeriu, argumentando que "não há absolutamente nenhuma razão para que eles não devam lá estar".

A lista, elaborada pelo Governo, alivia as restrições ao recrutamento de estrangeiros, nomeadamente europeus, dificultado pelo novo sistema de imigração pós-Brexit implementado desde o início de 2021.

O Governo tem referido que o problema de falta de motoristas de pesados é mundial e afeta outros países, e Bain refere também o impacto da pandemia e de novas regras fiscais. 

Porém, afirma que "o Brexit é um fator" e ele próprio, tendo votado a favor da saída da União Europeia, admite que "o Brexit poderia ter sido feito melhor". 

"Faz sentido ser mais flexível nos vistos [de trabalho]", confiou. 

O diretor executivo da Federação de Alimentação e Bebidas, Ian Wright, outro dos intervenientes do seminário, foi mais pessimista e disse que os problemas vão piorar e prolongar-se por 2022. 

"Temos de nos habituar a ter, ocasionalmente, prateleiras vazias e entregas prioritárias, o que pode significar que alguns produtos em particular possam não estar disponíveis. Isto será o novo normal", avisou.

Leia Também: Brexit. Partido 'unionista' ameaça derrubar governo da Irlanda do Norte

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