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AIE: Fundos atribuídos à energia limpa são um terço dos necessários

Os fundos atribuídos à energia limpa nos planos de recuperação da crise concebidos pelos governos de todo o mundo representam apenas 35% dos necessários para cobrir os objetivos de limitação das alterações climáticas, adverte a Agência Internacional da Energia (AIE).

AIE: Fundos atribuídos à energia limpa são um terço dos necessários
Notícias ao Minuto

12:59 - 20/07/21 por Lusa

Economia Energia

Num relatório publicado hoje, a AIE estima que, com esta dotação insuficiente das políticas de transição energética, as emissões atingirão um nível recorde a partir de 2023 e continuarão a crescer nos anos seguintes.

Em particular, as emissões de dióxido de carbono (CO2) relacionadas com a energia serão muito superiores a 33 gigatoneladas em 2023, ou seja, mais 3.500 milhões de toneladas do que o previsto no roteiro para alcançar o objetivo de emissões líquidas zero até 2050.

Com base numa análise de 800 medidas tomadas em cerca de cinquenta países até ao segundo trimestre deste ano, os autores do relatório estimam que os Governos gastaram cerca de 380.000 milhões de dólares em energia limpa, o que representa apenas cerca de 2% do dinheiro dos planos de recuperação.

É verdade que estas somas de dinheiro público, que deveriam ajudar a atrair mais 350.000 milhões de dólares por ano de fluxos privados entre 2021 e 2023, representam um aumento de 30% em relação ao que foi investido nos últimos anos.

Mas ficam muito aquém do bilião de dólares por ano que a própria AIE considerou necessário no período 2021-2023 para colocar o mundo no bom caminho para cumprir as metas climáticas internacionais, que incluem alcançar a denominada "neutralidade" das emissões de CO2 até meados do século.

O diretor executivo da agência, Fatih Birol, afirmou num comunicado que, "apesar do aumento das ambições climáticas, o montante de fundos de recuperação a ser dedicado à energia limpa é apenas uma pequena fração do total".

"Os governos precisam de aumentar rapidamente as despesas e as ações políticas para cumprir os compromissos assumidos em Paris em 2015", diz Birol, referindo-se à cimeira que estabeleceu objetivos para tentar limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.

Além da escassez de fundos públicos para a energia limpa, a agência também encontrou grandes diferenças na atribuição de verbas para a transição energética de país para país.

Enquanto nas economias avançadas estes investimentos cobrem 60% dos montantes previstos de fundos de recuperação, nos países emergentes e em desenvolvimento esta percentagem é reduzida para 20%.

O diretor-geral da AIE adverte que estes últimos países estão a perder uma oportunidade de impulsionar o crescimento económico, a criação de emprego e as indústrias energéticas do futuro através da transição energética.

De acordo com o roteiro elaborado pela AIE e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), uma injeção de um bilião de dólares por ano em energia limpa -- equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) -- durante três anos geraria um aumento da atividade global de 1,1 pontos do PIB por ano.

Por outras palavras, o PIB em 2023 seria 3,5% superior ao que seria sem as medidas recomendadas e, ao mesmo tempo, nove milhões de empregos seriam salvos ou criados graças às mesmas no período 2021-2023.

Leia Também: Agência Internacional de Energia alerta sobre aquecimento global em 2023

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