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Banco Mundial já financiou resposta em Cabo Verde com 17,6 milhões

O Banco Mundial elevou para 17,6 milhões de euros o apoio ao plano de resposta cabo-verdiano à covid-19, desde abril de 2020, fechando um terceiro financiamento adicional para compra de testes, equipamentos de proteção e vacinas, entre outros.

Banco Mundial já financiou resposta em Cabo Verde com 17,6 milhões
Notícias ao Minuto

12:35 - 19/07/21 por Lusa

Economia Cabo Verde

O acordo, celebrado em 03 de julho último entre o Estado cabo-verdiano e a Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID), do grupo Banco Mundial, prevê mais um financiamento, no valor de sete milhões de SDR (Direitos de Saque Especiais, equivalente a 8,43 milhões de euros), a reembolsar por Cabo Verde até junho de 2061.

Deste total de financiamento adicional, seis milhões de euros serão alocados para a compra de vacinas contra a covid-19, segundo os termos do acordo, a que a Lusa teve hoje acesso.

Uma informação anterior do Banco Mundial previa que este novo financiamento garantisse a compra de vacinas contra a covid-19 para 130 mil pessoas em Cabo Verde.

Com este financiamento adicional, o apoio fornecido pelo Banco Mundial através do Projeto de Resposta de Emergência Covid-19 de Cabo Verde ascende já a 20,94 milhões de dólares (17,6 milhões de euros).

Segundo o acordo, este novo financiamento vai permitir a aquisição de testes de diagnóstico de covid-19, materiais de emergência médica e não médicos, como luvas, máscaras cirúrgicas, respiradores, equipamentos para proteção dos olhos e batas de isolamento, bem como materiais de prevenção e controlo de infeções para profissionais de saúde e outros equipamentos médicos.

Envolve também "a reabilitação e fornecimento de equipamento e material médico" às instalações de saúde nas ilhas do Sal e da Boa Vista, o reforço das capacidades dos laboratórios "através do fornecimento de consumíveis críticos, reagentes e stock de equipamento para casos de emergências e testes covid-19", bem como a aquisição de equipamento médico, para diagnóstico e suporte de vida, ou ainda camas hospitalares e instrumentos cirúrgicos para "resposta ao tratamento e isolamento de casos infetados graves e crítico", além da aquisição de veículos para operações de emergência.

No âmbito do apoio ao desenvolvimento do plano nacional de implementação e vacinação do Ministério da Saúde, o financiamento permitirá "assegurar uma importação rápida das vacinas" contra a covid-19, a formação dos trabalhadores de saúde para a imunização, o apoio à aquisição, armazenamento e distribuição.

Cabo Verde já tinha sido o primeiro país africano a beneficiar de um apoio do grupo Banco Mundial, no valor de cinco milhões de dólares (4,2 milhões de euros) e atribuído em fevereiro deste ano, para a compra de 200 mil doses de vacinas.

Cabo Verde recebeu até 14 de julho 385 mil doses de vacinas contra a covid-19 desde março, tendo aplicado 120 mil, o que permitiu que 30% da população já esteja vacinada com pelo menos uma dose, anunciou o ministro da Saúde.

"É um número muito importante, que mostra o empenho dos profissionais de saúde, não só trabalhando nos centros de saúde, nas brigadas móveis, mas indo lá aonde existe um cabo-verdiano para fazer a vacina. Subindo a montanha, ignorando distâncias para chegar aonde é preciso chegar", afirmou o ministro Arlindo do Rosário, ao responder no parlamento sobre o processo de vacinação no arquipélago.

Acrescentou que na ilha do Sal, a mais turística do país, a taxa de vacinação com pelo menos uma dose é já de praticamente 60% da população, enquanto em Santo Antão, a ilha mais montanhosa do arquipélago, com dificuldades de acessibilidade, todos os municípios apresentam uma taxa superior a 50%.

O Governo cabo-verdiano estabeleceu o objetivo de vacinar pelo menos 70% da população adulta contra a covid-19 ainda este ano, meta que nas ilhas turísticas do Sal e da Boa Vista deverá ser atingida ainda este mês, para permitir o regresso dos turistas.

O primeiro-ministro de Cabo Verde assumiu em junho, no parlamento, que a vacinação da população contra a covid-19 é a primeira prioridade da nova legislatura, prevendo que 52% dos adultos estejam vacinados até agosto.

"Na situação de emergência e de contingência em que o país se encontra, a primeira prioridade é massificar a vacinação para atingirmos a meta de vacinar mais de 70% da população de Cabo Verde em 2021", afirmou Ulisses Correia e Silva, ao apresentar na Assembleia Nacional o programa do Governo para a legislatura (2021/2026).

"Com um número significativo de vacinas chegadas recentemente, prevê-se que até agosto possamos ter vacinado um total de 200 mil pessoas, correspondente a 52% da população elegível. Mais vacinas chegarão ao país para podermos atingir a meta definida", afirmou Ulisses Correia e Silva.

Na sexta-feira chegou a Cabo Verde um segundo donativo de 24.000 doses de vacinas cedidas por Portugal, quantidade idêntica à oferecida em maio.

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