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Falta de chips afeta produção de automóveis em Espanha na próxima semana

A crise global de falta de semicondutores para a indústria automóvel vai voltar a afetar, esta semana a produção de veículos nas principais fábricas espanholas, onde está previsto reduzir turnos ou interromper algumas linhas de montagem.

Falta de chips afeta produção de automóveis em Espanha na próxima semana
Notícias ao Minuto

13:46 - 20/06/21 por Lusa

Economia automóveis

A Seat desprogramou três dias de produção do Audi 1 na fábrica de Martorell em Barcelona, quinta e sexta-feira passadas, estando o mesmo previsto para segunda-feira, em resultado da falta de microchips.

Segundo fontes da empresa, citadas pela agência de notícias espanhola Efe, ajustes adicionais não podem ser descartados em Martorell, que vai fabricar a meio gás na quarta e na quinta-feira, feriados no calendário de trabalhos.

A Volkswagen Navarra vai parar a produção na segunda e na terça-feira, também devido à falta de semicondutores, aos quais soma o encerramento programado da fábrica no próximo dia 25, estando em causa 5.000 carros incompletos (3.000 do modelo T-Cross e 2.000 do Polo), prevendo para terça-feira a saída de 1.500 unidades do Polo.

Entre segunda e sexta-feira próximas, a fábrica da Mercedes-Benz em Vitória interrompe três turnos de produção, mas dada a "grande incerteza" espera até quinta-feira para confirmar se na segunda-feira da semana seguinte, dia 28, consegue voltar à normalidade, não sendo esta a primeira vez que a falta abastecimento afeta a sua atividade, como em 25 de maio com a falta de cabos.

Enquanto isso, a fábrica valenciana da Ford em Almussafes voltou a produzir na última quarta-feira, após sete dias de paralisação no fabrico de veículos e nove dias na de motores por conta do processo de Regulação de Emprego Temporário (ERTE) que accionou devido à falta de semicondutores.

O Grupo Stellantis (Citroën, Peugeot, Opel, DS, Fiat, Alfa Romeo, Jeep) suspendeu a produção na fábrica de Vigo no início deste mês, e em Saragoça estão programados 50 dias de paragem (até 31 de dezembro) no âmbito da ERTE.

A Renault iniciou uma ERTE em 16 de abril, e até 30 de setembro próximo, nas instalações de Valladolid e Palencia, também devido à escassez de semicondutores.

A sul-coreana Hyundai anunciou, na última segunda-feira, a suspensão, por três semanas alternadas, das operações da fábrica no Alabama, Estados Unidos, devido à mesma escassez, inatividade que diz aproveitar para trabalhos de manutenção.

A Hyundai, com dez fábricas fora da Coreia do Sul - quatro na China, uma nos Estados Unidos, República Checa, Turquia, Rússia, Índia e Brasil - e sete na península coreana, parou algumas destas fábricas devido ao mesmo problema.

As empresas alemãs Volkswagen e Daimler anunciaram, quarta-feira, a aplicação de um ERTE devido à escassez de chips, que afeta, no caso da Volkswagen, o fabrico dos modelos Tiguan, Touran e Tarrraco na fábrica alemã de Wolfsburg, e no do Golf, também em ERTE, dois turnos de produção.

A Daimler anunciou recorrer ao ERTE nas fábricas da Mercedes-Benz em Rasttat (Baden-Württemberg) e Bremen.

A multinacional Bosch anunciou a inauguração em julho de uma fábrica de semicondutores para a indústria automobilística e a Internet das Coisas em Dresden, no leste da Alemanha.

Em Portugal, a fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela, iniciou na sexta-feira mais uma paragem de produção, que termina em 28 de junho, devido à falta de semicondutores.

Segundo revelou na semana passada a fábrica do grupo alemão Volkswagen, "desde o início de 2021 foram já cancelados 57 turnos de trabalho devido à falta de semicondutores e ao encerramento das escolas em janeiro, o que corresponde a cerca de 17.340 carros perdidos".

A França e a Alemanha, em maio, divulgaram a intenção de realizar um projeto europeu para aumentar as capacidades tecnológicas dos industriais de semicondutores, considerados "o novo petróleo do século XXI" e um "elemento decisivo de soberania".

Desde 2020, ERTE e paralisações na produção automotiva repetem-se entre as diferentes marcas, depois que a pandemia ter aumentado a procura por semicondutores para a indústria de tecnologia que viu aumentar as vendas de telefones, computadores ou 'tablets' para o teletrabalho.

Os semicondutores para carros são sofisticados, mas não de última geração, tendo os fabricantes de chips optado, perante a escassez, por focar a produção nos semicondutores mais lucrativos, como dispositivos móveis.

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