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Infraestruturas. "Esmagadora maioria" do investimento é na ferrovia

O Governo apresentou, esta segunda-feira, o plano de investimentos em infraestruturas que consta no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

Infraestruturas. "Esmagadora maioria" do investimento é na ferrovia

A "esmagadora maioria" do investimento das Infrestruturas ao longo da próxima década é na ferrovia, afirmou, esta segunda-feira, o primeiro-ministro, António Costa, na sessão de apresentação do plano de investimentos em infraestruturas que consta no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

Estas declarações estão em linha com as proferidas pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, que destacou a ferrovia como prioridade. Contudo, também sublinhou a importância da articulação entre a ferrovia e a rodovia, adiantando que se trata de uma relação "fundamental". 

O presidente da IP, António Laranjo, apresentou o plano de investimentos nesta área, que preconiza 520 milhões de euros no total, em "projetos de investimento com dispersão geográfica muito abrangente, com caráter estratégico, mas de âmbito quase cirúrgico", disse.

Do total previsto, 313 milhões destinam-se a investimentos em "'missing links' [ligações em falta] e aumento de capacidade da rede", 65 milhões para ligações transfronteiriças e 142 para vias de acolhimento empresarial e acessibilidades rodoviárias".

"O que propomos não é uma expansão significativa da rede rodoviária nacional nem do tráfego. [...] Pretendemos, sim, uma melhor gestão da rede rodoviária fechando a malha, retirando veículos das zonas urbanas", apontou o ministro das Infraestruturas.

Pedro Nuno Santos precisou que o Governo decidiu utilizar o PRR para os investimentos necessários na ferrovia e concentrar os investimentos rodoviários no quadro financeiro plurianual de financiamento comunitário.

Relação entre ferrovia e rodovia "é fundamental"

Por sua vez, Pedro Nuno Santos sublinhou que ainda há muito a fazer na otimização da rede rodoviária e destacou a importância da articulação entre a ferrovia e a rodovia, detalhando que esta relação "é fundamental e funciona bem".

"Continuamos apostados em fazer vingar a ferrovia como principal motor da transferência modal para modos de transporte mais sustentáveis. Não ignoramos que o comboio não pode chegar a todo o lado e que há muito a fazer na otimização da rede rodoviária nacional", disse Pedro Nuno Santos. 

O ministro começou por referir que o "primeiro grande desafio" foi a identificação de projetos exequíveis, no âmbito do PRR, mas as Infrestruturas encararam este desafio de "mente aberta e sem preconceitos".

"Esmagadora maioria" do investimento é na ferrovia

Seguiu-se a intervenção do primeiro-ministro, que destacou que a maior parte do investimento da IP nos próximos 10 anos será na ferrovia.

"É muito claro que a esmagadora maioria do investimento que a IP tem para fazer na próxima década é um investimento na ferrovia", disse o primeiro-ministro. 

Contudo, Costa acrescentou que o Governo ultrapassou "a alergia" de Bruxelas face a investimentos em novas rodovias no PRR, apresentando um conjunto de "pequenas grandes obras" com elevado potencial económico.

António Costa defendeu que o investimento de 500 milhões de euros em múltiplas pequenas obras rodoviárias um pouco por todo o país "terá um impacto profundo económico, porque dinamizará pequenas e médias empresas e gerará emprego disseminado" no território nacional.

Relativamente ao investimento nas ligações transfronteiriças, Costa sublinhou que vão "transformar radicalmente aquilo que é a nossa geografia e a forma como nos relacionamos na Península Ibérica. Com este investimento, a cidade portuguesa mais próxima de uma estação de TGV passará a ser Bragança. A cidade portuguesa que estará a menor distância de tempo de Madrid será Bragança". 

"A proximidade ao litoral não é necessariamente uma vantagem competitividade", destacou o primeiro-ministro, dando como exemplo Madrid "que está no centro da Península Ibérica". 

"Temos de deixar de olhar para o nosso país, para os projetos empresariais, como estando vocacionados para os nossos 10 milhões. Nenhum projeto empresarial deve nascer hoje que não pense logo à escala dos 60 milhões, que são a Península Ibérica", rematou António Costa.

Por fim, o primeiro-ministro sublinhou que "há algo de que nos podemos orgulhar", referindo-se ao facto de Portugal ter sido o primeiro país a entregar o PRR. 

Reveja aqui a sessão de apresentação: 

[Notícia atualizada às 12h31]

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