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Petrolífera brasileira Petrobras prevê perfurar a foz do Amazonas em 2022

A estatal brasileira Petrobras planeia começar a perfurar, no próximo ano, poços de petróleo nas polémicas concessões que adjudicou nas águas profundas na bacia da foz do Rio Amazonas e cuja exploração é duramente criticada por ambientalistas.

Petrolífera brasileira Petrobras prevê perfurar a foz do Amazonas em 2022
Notícias ao Minuto

23:23 - 14/05/21 por Lusa

Economia Petrobras

A previsão foi divulgada hoje, em conferência de imprensa, pelo diretor de Comercialização e Logística daquela que é a maior empresa do Brasil, Fernando Borges, que afirmou que a Petrobras espera receber a respetiva licença ambiental no início de 2022.

"A expectativa é ter a licença ambiental no início de 2022 e a previsão é que possamos iniciar uma campanha de perfuração de pelo menos três poços exploratórios até ao final de 2022", indicou o executivo.

Borges incluiu as concessões da Petrobras em frente à foz do Amazonas numa área que denominou de "Margem Equatorial" e que inclui também outras áreas vizinhas nas quais a empresa também detém direitos de exploração, como a bacia marinha do Estado do Maranhão e a bacia de Barreirinhas.

O diretor afirmou que a Petrobras considera a Margem Equatorial do Oceano Atlântico, frente à costa do Brasil, como um horizonte exploratório bastante "interessante" e "promissor", e citou as descobertas feitas na área pela Guiana e pelo Suriname, em que já foram confirmadas reservas com até 10.000 milhões de barris.

A Petrobras, empresa controlada pelo Estado mas com ações cotadas na bolsa, tem seis concessões para explorar hidrocarbonetos numa área em águas muito profundas do Atlântico, a cerca de 120 quilómetros da costa do estado do Amapá, em frente à foz do Amazonas.

Os direitos sobre estas áreas foram atribuídos em 2013 a um consórcio formado pela gigante de energia francesa Total (40%), pela britânica BP Energy (30%) e pela Petrobras (30%), mas as empresas europeias, pressionadas por grupos ambientais dos seus países, abandonaram o projeto e venderam as suas partes à companhia brasileira.

O grupo francês optou pela saída total do projeto após receber críticas da organização Greenpeace, que denunciou que um recife de coral na foz do Amazonas corre perigo em caso de possível derrame de petróleo devido à proximidade das perfurações.

Diferentes grupos ecologistas têm denunciado o perigo que correm os recifes de coral da região, de grande riqueza biológica e descobertos muito recentemente, em caso de acidente nas operações petrolíferas.

Apesar das pressões dos ambientalistas, a Agência Nacional do Petróleo (ANP, órgão regulador) deu o seu aval aos projetos e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) avançou no processo de concessão da respetiva licença ambiental.

"A Petrobras tem um bom histórico de licenciamento (...). Já tivemos projetos licenciados em águas profundas naquela região, como nas bacias de Sergipe. Desenvolvemos um trabalho sério e conhecemos bem as bacias. Estamos a fazer um trabalho robusto no estudo de impacto ambiental do projeto", reforçou Borges.

O dirigente afirmou que a empresa já demonstrou ter uma rápida e eficaz capacidade de mobilização para conter acidentes em águas marinhas, com estruturas para retirar petróleo derramado e vigiar praias.

Leia Também: Investigadores descobriram nova espécie de lagarto na região do Amazonas

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