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Reunião com Governo? Foi para "enrolar" e "não há" novidades

O responsável da Fesap diz que entrou na reunião com o Governo "com uma mão vazia" e sai com uma "mão vazia cheia de nada". 

Reunião com Governo? Foi para "enrolar" e "não há" novidades

O dirigente da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), José Abraão, disse, esta segunda-feira, que a reunião com o Governo foi para "enrolar" e que não há qualquer avanço relativamente ao sistema de avaliação da Função Pública.  

"Verdadeiramente, viemos a uma reunião que foi um bocado uma reunião de enrolar. Não há novidade absolutamente nenhuma. Não nos trazem se quer alguma ideia relativamente àquilo que têm sido os anúncios que sistematicamente a senhora ministra tem feito publicamente", disse José Abraão, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

"Queríamos que houvesse um pouco mais de abertura e respeito pelos parceiros na negociação", disse o responsável pela Fesap, adiantando, porém, que entrou "com uma mão vazia" e sai com uma "mão vazia cheia de nada"

A Fesap mantém, porém, a expectativa que o tema volte a ser abordado pelo Executivo. Porém, "não houve garantia nenhuma" por parte do Governo. 

As três estruturas sindicais da função pública reúnem-se hoje com o Governo para discutir a revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação de Desempenho na Administração Pública (SIADAP), reivindicando uma alternativa mais justa e sem quotas.

Também a Frente Comum, que saiu da reunião alguns minutos depois de ter entrado, considerou "inaceitável" que a equipa da ministra de Alexandra Leitão não tenha apresentado uma proposta concreta aos sindicatos.

"É um desrespeito absoluto pelos representantes dos trabalhadores, mas também pelos mais de 700 mil trabalhadores da Administração Pública. Não é aceitável usar a lei da negociação para entreter e encher calendário", disse o dirigente Sebastião Santana.

A Frente Comum entregou no ministério, antes de entrar, 66.112 assinaturas pela revogação do SIADAP e pela sua substituição "por um sistema justo, equitativo, transparente e sem quotas".

Esta segunda ronda negocial sobre o sistema de avaliação realiza-se dez dias antes da greve marcada para dia 20 pela Frente Comum, em defesa do aumento dos salários, da revisão das carreiras e da tabela remuneratória e da revogação do SIADAP.

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão, disse numa audição parlamentar em 27 de abril que na próxima ronda negocial iria apresentar a proposta do Governo aos sindicatos, que permitirá acelerar as progressões na carreira, mas com saltos salariais mais reduzidos.

[Notícia atualizada às 12h13]

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