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Linha da Beira Baixa. Covilhã aplaude investimento mas quer mais comboios

O presidente da Câmara da Covilhã aplaudiu o investimento no troço ferroviário até à Guarda, mas também reivindicou a criação de um serviço comercial que garanta ligação de 30 em 30 minutos, nas horas de ponta, naquele eixo.

Linha da Beira Baixa. Covilhã aplaude investimento mas quer mais comboios
Notícias ao Minuto

18:16 - 04/05/21 por Lusa

Economia Ferrovia

Vítor Pereira apresentou a proposta hoje durante a cerimónia que assinalou a reabertura da Linha da Beira Baixa no troço entre as cidades da Covilhã e da Guarda, que esteve encerrado 12 anos.

A sessão realizou-se na Covilhã, distrito de Castelo Branco, e contou com uma viagem entre as duas localidades, na qual participaram o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, o presidente das Infraestruturas de Portugal, António Laranjo, o presidente da CP, Nuno Freitas, bem como os autarcas da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, de Belmonte, António Dias Rocha, do Sabugal, António Robalo, e do presidente da Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela, Luís Tadeu.

Na sessão, Vítor Pereira lembrou a importância da reabertura deste troço, salientando que "é um novo capítulo para a mobilidade da região", que se resume nas palavras "oportunidade, coletividade e esperança".

"Numa região em que os serviços do Estado têm sido sucessivamente encerrados, a reabertura deste troço, 12 anos depois, é um sinal muito relevante. Simboliza que, afinal, é possível inverter a lógica de desenvolvimento a duas velocidades e que também as populações desta região poderão ser convocadas para o crescimento e desenvolvimento do país", afirmou.

O autarca ressalvou ainda relevância desta aposta para a mobilidade, para a ligação a Espanha, para as exportações e também para a atração de novos trabalhadores, nomeadamente dos que podem ficar em teletrabalho.

Ainda assim, também deixou o alerta de que é preciso evitar que o serviço volte a encerrar por uma "alegada" falta de procura que tenha origem em serviços incompatíveis com a realidade profissional ou em preços "proibitivos".

Nesse sentido defendeu que tem de ser implementado uma nova oferta comercial, que "se adeque às necessidades" e deixou o repto para que seja criada uma ligação de 30 em 30 minutos no eixo Guarda-Belmonte-Covilhã-Fundão-Castelo Branco, durante as horas de ponta, com passes mensais competitivos.

Aproveitou ainda a presença do ministro para recordar a reivindicação relativa à criação de uma ligação Intercidades direta com o norte do País, e em concreto com as cidades de Aveiro-Porto e Braga, bem como a concretização do investimento que permita reduzir o tempo de viagem entre a Covilhã e Lisboa das atuais três horas e vinte minutos para duas horas e quarenta minutos, em 2023.

O troço ferroviário da Linha da Beira Baixa entre as cidades da Guarda e da Covilhã, que estava fechado desde 2009, reabriu no domingo ao serviço comercial após obras de requalificação e de eletrificação.

Segundo informação disponibilizada pela CP - Comboios de Portugal, com esta reabertura passa a existir uma "oferta integrada" dos serviços Intercidades e Regional das Linhas da Beira Baixa e Alta.

Para incentivar a mobilidade regional no novo percurso, o preço aplicado nas viagens entre as duas cidades "é sempre de tarifa Regional, quer os clientes viajem em serviço Intercidades ou Regional".

O investimento total no projeto de modernização do troço foi de cerca de 80 milhões de euros, incluindo projetos, expropriações e obras.

Leia Também: Investimento no troço Covilhã-Guarda faz parte da "revolução" na ferrovia

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