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Cimeira de negócios junta 250 empresários lusófonos na Guiné Equatorial

Cerca de 250 empresários de Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde reúnem-se, entre quarta e sexta-feira, na capital da Guiné Equatorial, Malabo, na primeira cimeira de negócios promovida pela Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP).

Cimeira de negócios junta 250 empresários lusófonos na Guiné Equatorial

Mário Simões, vice-presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP, explicou, em declarações à agência Lusa, que o evento contará com a participação de "cerca de duas centenas e meia de empresários", além de vários representantes institucionais dos países lusófonos.

"Estão empresários de Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde", disse, adiantando que a maior delegação é a portuguesa, com cerca de 70 empresas.

Angola participará com perto de 30 empresas e Moçambique com mais de 20.

Cabo Verde terá presente uma missão com "quatro ou cinco empresas e com a maior câmara de comércio do país", adiantou.

O chefe de Estado de Cabo Verde e presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, deverá intervir "online" no encontro, enquanto o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, estará em Malabo.

A anunciada participação do Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, não deverá concretizar-se.

São Tomé e Príncipe estará representado ao mais alto nível com a presença do Presidente da República, Evaristo Carvalho, que com o anfitrião, Teodoro Obiang, serão os únicos chefes de Estado a participar presencialmente na cimeira.

De Angola, está prevista a participação de uma delegação liderada pelo ministro da Indústria e do Comércio, Victor Fernandes, enquanto a representação de Portugal deverá ser assegurada pelo representante em Malabo, Frederico Silva.

A iniciativa será oficialmente aberta pelo Presidente da República da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, estando igualmente previstas, durante os três dias do encontro, intervenções do ministro das Minas e Hidrocarbonetos, Gabriel Mbega Obiang Lima, e da ministra das Pescas e dos Recursos Hídricos, Adoración Salas Chonco, do presidente da CE-CPLP, Salimo Abdula, ou do diretor-geral da CPLP, Armindo de Brito Fernandes.

O encontro de empresários tem como objetivos "consolidar a integração" da Guiné Equatorial na CPLP, de que é membro desde 2014, e "demonstrar o potencial, enquanto país de recursos e oportunidades, colocando-o na rota do investimento estrangeiro", segundo a organização.

"A ideia é fazer cimeiras económicas nos países da CPLP e a Guiné Equatorial foi o primeiro país a disponibilizar-se", disse Mário Simões, adiantando que estão já marcadas cimeiras para Angola, em julho, e Guiné-Bissau, em novembro.

"O que pretendemos é levar a todos os países da CPLP, um conjunto de empresas que querem apostar neste mercado", acrescentou.

Gás, turismo, agricultura, pescas, valorização de ativos, banca, formação são alguns dos setores das empresas portuguesas que participam na cimeira de negócios, a maioria das quais visita o país pela primeira vez à procura de oportunidades de investimento.

Devido à pandemia de covid-19, a Guiné Equatorial tem em vigor um conjunto de medidas restritivas, incluindo o uso obrigatório de máscara, a limitação a um voo internacional por semana, a apresentação de testes PCR negativos ou prova de vacinação para entrada no país, bem como a proibição de circulação entre regiões ou a limitação da participação em atividades de culto ou casamentos.

Fontes ouvidas pela agência Lusa apontam que a vigência do decreto com as restrições terminou a 30 de abril, mas que não foram divulgadas ainda novas medidas, mas acreditam no anúncio do alívio de restrições nos próximos dias para enquadrar a realização da cimeira.

"As empresas não podem continuar fechadas em casa e nos seus escritórios. Esta abertura do mercado da CPLP é para ajudar as empresas, ao fim de um ano confinadas, a poderem voltar a sair e a abrir portas para outras oportunidades de negócios", disse, por seu lado, Mário Simões.

A cimeira, que decorre no Centro Internacional de Conferências do Simpopo, inclui ainda uma exposição de empresas e vários momentos culturais, incluindo uma homenagem ao fado e à morna, classificados como Património Imaterial da Humanidade.

A Guiné Equatorial é o terceiro país produtor de petróleo da África subsaariana, a seguir à Nigéria e a Angola, e possui importantes reservas de gás natural, numa economia fortemente dependente do setor dos hidrocarbonetos, que em 2016 representava cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB).

A economia do país está em terreno negativo há vários anos, devendo retomar o crescimento em 2021.

De acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Estatísticas da Guiné Equatorial (INEGE), esse crescimento deverá ser de 2,8%.

A Guiné Equatorial acordou com o FMI um programa de resgate financeiro de 282,8 milhões de dólares, cerca de 231 milhões de euros, no final de 2019, recebendo apenas nessa altura 40 milhões de dólares, menos de 33 milhões de euros.

Leia Também: Portugal "não tem agenda", nem lidera na CPLP

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