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Gestora da dívida da Promovalor pediu 31 milhões para valorizar ativos

A sociedade gestora da dívida da Promovalor, empresa de Luís Filipe Vieira, pediu 31 milhões de euros ao Novo Banco para valorizar ativos, de acordo com o seu presidente Nuno Gaioso Ribeiro.

Gestora da dívida da Promovalor pediu 31 milhões para valorizar ativos
Notícias ao Minuto

16:35 - 27/04/21 por Lusa

Economia Novo Banco

"Relativamente à Quinta do Cochão [em Alverca, distrito de Lisboa] são 21 milhões de euros -- oito mais 13 -- e relativamente a um imóvel chamado Pinheirinho, no Algarve, são 10 milhões de euros. Estes são os financiamentos que estão pedidos no processo apresentado ao Novo Banco nesta altura", disse Nuno Gaioso Ribeiro hoje no parlamento.

Na sua audição na Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, o gestor da C2 Capital Partners, que adquiriu créditos em dívida da Promovalor, empresa do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, ao Novo Banco, disse que são investimentos necessários para valorizar os ativos.

Quanto à Quinta do Cochão, "é um projeto que é preciso fazer um investimento inicial nas infraestruturas para depois tentar vender-se, por lotes individuais, a construtores ou promotores locais", para o qual é necessário financiamento, disse em resposta à deputada Mariana Mortágua (BE).

"Aquilo que diz respeito a terrenos, que são maioritariamente em Portugal e Espanha, é preciso investimento de longo prazo, de capital intensivo, para recuperar a posição e capital do Novo Banco. Isso pode ser feito com financiamento ou com parceiros investidores", detalhou o gestor.

"É um financiamento para desenvolvimento de um ativo concreto", e não para questões de tesouraria, disse o gestor, assegurando que "foi feita uma revisão do plano urbanístico, do 'master plan', foi adequada às circunstâncias de procura atual, foi feito um estudo de mercado sobre o que é a procura naquela zona em concreto, e foi feito um pedido de financiamento".

O pedido de financiamento ocorreu já depois da formação do Fundo de Investimento Alternativo Especializado, que comprou as dívidas da Promovalor ao Novo Banco em novembro de 2017, em que "foram adquiridos ao Novo Banco 133,9 milhões de euros de créditos e foram, ainda, reestruturados pelo Novo Banco (isto é, mantiveram-se no balanço do banco) financiamentos existentes de 85,8 milhões de euros, perfazendo a operação o montante total de 219,7 milhões de euros".

"O Novo Banco ficou, exatamente, com 95,89% do capital total subscrito do fundo que é de 146,1 milhões de euros", disse Nuno Gaioso Ribeiro aos deputados.

Segundo o gestor, os principais ativos do fundo são um conjunto de imóveis em Portugal e Espanha (53%), em Moçambique (21%) e no Brasil (26%).

À deputada bloquista, o gestor reconheceu também que haverá dificuldades no cumprimento de metas de 60 milhões de euros que têm de ser pagos ao Novo Banco até 2022.

"A meta que estava prevista acontecer para daqui a um ano e meio, aproximadamente, é uma meta que pressupõe a venda de um ativo relevante. Vejo hoje com dificuldade que essa meta possa vir a ser atingida", admitiu, vendo a solução para atingir os objetivos com a "potencial venda do edifício de escritórios em Moçambique ou pela venda do hotel do Brasil".

Segundo o gestor, o hotel no Brasil está fechado desde o início da pandemia de covid-19 e foi negociada a saída da Starwood da gestão do mesmo, e quanto a Moçambique "os escritórios já estão arrendados parcialmente" e a "produzir receitas".

Até ao momento, segundo Nuno Gaioso Ribeiro, têm sido cumpridos os compromissos com o Novo Banco.

Leia Também: ONU apela à preservação das instalações civis no decurso dos conflitos

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