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Governo "menoriza" investimento privado na "bazuca" para economia

O vice-presidente da AIMMAP, Rafael Campos Pereira, advertiu hoje o Governo para o problema de menorização do investimento privado na atribuição dos fundos da União Europeia que serão canalizados para a economia portuguesa.

Governo "menoriza" investimento privado na "bazuca" para economia
Notícias ao Minuto

07:32 - 19/04/21 por Lusa

Economia AIMMPAP

De um total de "um pouco mais de 60.000 milhões de euros, apenas vão ser canalizados 22,2% dos fundos para a iniciativa privada, o que é altamente dececionante", disse o dirigente da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) à agência Lusa.

"No caso do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) há desde logo um erro conceptual e uma menorização do investimento na iniciativa privada", acrescentou.

E prosseguiu, explicando que não se pode falar só no PRR: "São 13.900 milhões de euros a fundo perdido, mais 2.400 milhões, pelo que estamos a falar de qualquer coisa como 16.000 milhões de euros, de PRR".

"Depois temos ainda 11.000 milhões de euros do PT2020 por gastar e mais 30.000 milhões de euros do Quadro Financeiro Plurianual", sendo que este total, perfaz "60 e tal mil milhões de euros", disse.

O Governo quer "aproveitar estas vitaminas, para não lhe chamar o nome horrível da 'bazuca', para financiar o Orçamento de Estado nos próximos anos, ao invés de fazer um investimento estratégico na economia, que faria catapultar o orçamento e, mais do que este, a economia dos próximos 50 anos", declarou ainda o dirigente empresarial à Lusa.

Para o vice-presidente da AIMMAP, trata-se de uma "visão pouco ambiciosa, muito limitada, eleitoralista e assistencialista", ao invés de fazer um "investimento estratégico" na economia, que "crie riqueza e bem-estar" aos portugueses.

Assim sendo, "não é por acaso que Portugal tem vindo a ser ultrapassado em todos os índices por todos os países, mesmo aqueles que vieram do antigo bloco de leste", lamentou.

"Num projeto em Portugal de 500 mil euros ou de um milhão de euros, as burocracias são brutais, inúteis e idiotas, quando projetos europeus apresentados em Bruxelas com montantes superiores, em 10 ou 20 vezes, têm uma burocracia muitíssimo menor", lembrou, adiantando que, "em vez de 5.000 páginas são precisas 50".

A AIMMAP entende que "têm de ser simplificados os processos e mesmo o modelo de governação tem de ser alterado", não podendo ser replicado no PRR e no Quadro Financeiro Plurianual os "maus hábitos e procedimentos" do PT2020.

Para este dirigente têm de ser criados "novos modelos, que devem contagiar positivamente" o PT2020, porque senão não se vai "conseguir executar".

"Isto é a máquina, não são as instruções dos políticos", disse Rafael Campos Pereira, para quem a "voracidade da máquina é verdadeiramente imparável".

Adianta que é também "responsabilizar mais os promotores dos projetos a todos os níveis (...) para responsabilizá-los e sancioná-los no caso de haver problemas e existirem irregularidades".

"Ela não nos vai permitir executar os fundos do PRR, do Quadro Financeiro Plurianual e do PT2020, do que sobra", avisou.

A AIMMAP entende ainda que os grandes desafios do setor são a transição digital, ambiental/climática e a transição energética, e que a resposta que for dada vai permitir aumentar o valor acrescentado das empresas, a sua competitividade, internacionalização, o nível de formação dos colaboradores e continuar a aumentar o emprego, pois hoje dá trabalho a 250.000 pessoas.

O vice-presidente disse à Lusa que este é um setor com "robustez de capitais próprios" e com "bons rácios financeiros", que "pode resistir" apesar de não ser conhecida "a extensão da crise" e mais ainda a "extensão dos impactos emergentes da crise".

No entanto, o setor confronta-se com problemas, nomeadamente a escassez de matérias-primas, 'chips' e semicondutores, o preço do aço e a questão do transporte marítimo.

Este é um setor empresarial heterogéneo, com 15.000 micro, pequenas, médias e grandes empresas, das quais 1.500 com atividade nos mercados internacionais.

[Notícia corrigida às 10h19]

Leia Também: Apresentado PRR (para aceder à 'bazuca'). Governo lima "últimas arestas"

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