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Adesão ao alívio da dívida ficou abaixo das expetativas, diz IFI

O Instituto Financeiro Internacional (IFI), que representa os credores privados, considerou hoje que a adesão ao alívio da dívida neste semestre ficou "abaixo das expetativas", já que apenas 18 países pediram um adiamento dos pagamentos até junho.

Adesão ao alívio da dívida ficou abaixo das expetativas, diz IFI
Notícias ao Minuto

11:13 - 09/03/21 por Lusa

Economia Credores Privados

"A participação na extensão da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI) até agora tem ficado abaixo das expetativas, com apenas 18 países a pedirem para suspender os pagamentos devidos aos credores oficiais bilaterais até junho deste ano", lê-se numa nota de análise escrita pelo departamento de estudos económicos deste fórum que junta os credores privados a nível mundial.

No relatório, enviado aos credores privados e a que a Lusa teve acesso, os analistas escrevem que estes valores baixos "demonstram as condições financeiras globais acomodatícias e a diminuição das necessidades de liquidez apesar das pesadas obrigações de serviço da dívida externa para estes países em 2021", entre os quais pontificam Angola e a Zâmbia, com quase 13% e mais de 10% do PIB em pagamentos devidos este ano, segundo o IFI.

Dos 73 países elegíveis para a DSSI, mais de 40% estão em risco ou já têm uma 'dívida problemática' ('debt distress', no original em inglês), segundo a Análise de Sustentabilidade da Dívida feita pelo FMI e do Banco Mundial, acrescenta-se no documento.

"Apesar de o Enquadramento Comum ter como principal objetivo conseguir uma coordenação melhor entre os credores oficiais bilaterais dos países de baixo rendimento, requer que o país devedor procure um tratamento similar, em termos comparáveis, junto dos credores privados, o que é uma importante alteração face à DSSI, e pede aos credores multilaterais para continuarem a explorar opções para ajudar os países devedores a cumprirem as suas necessidades de financiamento de longo prazo", conclui-se no relatório.

A DSSI é uma iniciativa lançada pelo G20 em abril do ano passado que garantia uma moratória sobre os pagamentos da dívida dos países mais endividados aos países mais desenvolvidos e às instituições financeiras multilaterais, com um prazo inicial até dezembro de 2020, que foi depois prolongado até junho deste ano, com possibilidade de nova extensão por seis meses.

Esta iniciativa apenas sugeria aos países que procurassem um alívio da dívida junto do setor privado, ao passo que o Enquadramento Comum, aprovado pelo G20 em novembro, defende que é forçoso que os credores privados sejam abordados, ainda que não diga explicitamente o que acontece caso não haja acordo entre o devedor e o credor.

O pedido de adesão a este enquadramento por parte da Etiópia, no final de janeiro, agitou os investidores, que encararam o país como o primeiro de vários países na África subsaariana a pedirem alívio da dívida, a que se juntaram o Chade e a Zâmbia.

A proposta apresentada pelo G20 e Clube de Paris em novembro é a segunda fase da DSSI, lançada em abril, e que foi bastante criticada por não obrigar os privados a participarem do esforço, já que abriria caminho a que os países endividados não pagassem aos credores oficiais e bilaterais (países e instituições multilaterais financeiras) e continuassem a servir a dívida privada.

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