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Regulador bancário chinês alerta para "bolhas" especulativas nos mercados

O principal regulador bancário da China alertou hoje para o risco de bolhas especulativas no mercado de capitais internacionais e no setor imobiliário do país, face ao rápido aumento dos preços dos ativos globais.

Regulador bancário chinês alerta para "bolhas" especulativas nos mercados
Notícias ao Minuto

09:11 - 03/03/21 por Lusa

Economia mercados

Os mercados financeiros na Europa e nos Estados Unidos estão "dessincronizados" com as respetivas economias e insuflados pela política monetária e fiscal, disse Guo Shuqing, presidente da comissão reguladora dos bancos e seguros do país.

"Estou preocupado com a possibilidade da 'bolha' nos mercados financeiros internacionais um dia estourar", disse. "O mercado da China está agora altamente ligado aos mercados estrangeiros e o capital estrangeiro continua a entrar" no país, lembrou.

O aviso ocorre após a China registar grandes influxos de capital estrangeiro, devido à rápida recuperação económica do país, que suprimiu a pandemia da covid-19, e numa altura em que as autoridades em Pequim procuram liberalizar o acesso ao seu sistema financeiro rigidamente controlado.

Em 2020, a China foi o principal destino de Investimento Direto Estrangeiro, que ascendeu aos 163 mil milhões de dólares. Os investidores injetaram 155 mil milhões de dólares no mercado de capitais do país, através de esquemas de investimento na praça financeira de Hong Kong.

Guo disse que a "escala e velocidade" do fluxo de capital é administrável e acrescentou que os fluxos transfronteiriços devem ser estimulados, mas sem destabilizar o mercado interno.

O índice CSI 300, que reúne as empresas com maior capitalização de mercado listadas em Xangai e Shenzhen, atingiu valor recorde em fevereiro, ultrapassando o pico registado no verão de 2007, nos estágios iniciais da crise financeira global.

Os bancos centrais em todo o mundo aprovaram pacotes de estímulos que resultaram num rápido aumento do preço dos ativos a nível global. As praças financeiras nos EUA atingiram máximos históricos, enquanto as cotações na Europa e Japão recuperaram rapidamente para o nível anterior à pandemia.

Na China, as autoridades atuaram para controlar o rápido aumento dos preços no setor imobiliário, introduzindo medidas que visam restringir o aumento da dívida das maiores firmas de construção.

"O principal problema do setor imobiliário ainda são as bolhas relativamente grandes", disse Guo, acrescentando que muitas pessoas estão a investir em imóveis, não para morar, mas como ativos especulativos.

O rácio dívida pública / Produto Interno Bruto da China aumentou 24%, em 2020, para 270, o aumento mais rápido desde a crise financeira global de 2008.

Leia Também: China soma dez novos casos, todos oriundos do exterior

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