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TAP: Está a ser feito trabalho "muito profundo" em relação à M&E Brasil

O presidente da Comissão Executiva (CEO) da TAP disse hoje que o plano de reestruturação prevê "opções sobre outras empresas" do grupo, como a Cateringpor e a Manutenção e Engenharia Brasil (M&E Brasil), alvo de um trabalho "muito profundo".

TAP: Está a ser feito trabalho "muito profundo" em relação à M&E Brasil
Notícias ao Minuto

14:19 - 23/02/21 por Lusa

Economia TAP

"Também está previsto no plano - e está a ser trabalhado profundamente - opções sobre outras empresas do grupo, onde esta incluída a Cateringpor, a empresa de 'catering', e a M&E Brasil", disse o responsável, ouvido esta manhã pela comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, por requerimento do PSD e da Iniciativa Liberal.

"Estamos a fazer um trabalho muito sério, muito profundo e, como sabem, a M&E Brasil não é uma questão simples", acrescentou Ramiro Sequeira.

Em dezembro, por ocasião da entrega do plano de reestruturação da transportadora aérea portuguesa à Comissão Europeia, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse que se pretendia vender a M&E Brasil, mas que o Governo ia aguardar por um momento mais favorável no mercado.

"Sabemos que a M&E Brasil não é uma empresa com a qual queiramos ficar", garantiu Pedro Nuno Santos. "Não temos ganho, mas é um trabalho que se vai fazer. A ME Brasil é uma empresa para ser vendida", acrescentou.

Em novembro, o Expresso noticiou que, entre julho e outubro, a TAP transferiu para a empresa de manutenção que detém no Brasil 0,1% do montante que recebeu do Estado em ajuda pública, o equivalente a 1,2 milhões de euros.

Após cinco anos de gestão privada, em 2020 a TAP voltou ao controlo do Estado, que passou a deter 72,5% do seu capital, depois de a companhia ter sido severamente afetada pela pandemia de covid-19 e de a Comissão Europeia ter autorizado um auxílio estatal de até 1.200 milhões de euros à transportadora aérea de bandeira portuguesa.

O plano de reestruturação foi entregue à Comissão Europeia no último dia do prazo, 10 de dezembro, e prevê a redução de 25% da massa salarial do grupo (30% no caso dos órgãos sociais) e do número de aviões que compõem a frota da companhia, de 108 para 88 aviões comerciais.

No total, até 2024, a companhia deverá receber entre 3.414 milhões de euros e 3.725 milhões de euros.

Leia Também: TAP: Renegociações de frota permitem poupar 1,3 mil milhões até 2025

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