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Não se pode perder o foco no combate à fraude e evasão, diz Sindicato

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Ana Gamboa, considera importante estar próximo dos cidadãos e estimular o cumprimento voluntário, mas entende que não se pode também perder o foco na parte do combate à fraude e evasão.

Não se pode perder o foco no combate à fraude e evasão, diz Sindicato
Notícias ao Minuto

10:11 - 23/01/21 por Lusa

Economia Fraude

Em entrevista à Lusa um ano depois de ter assumido a presidência do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), Ana Gamboa faz um balanço de um ano que classifica de "muito desafiante", até pelas soluções que foi necessário encontrar devido às restrições impostas pela pandemia, e assinala algumas das questões e preocupações que estão na agenda do sindicato.

Destacando o esforço que a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) tem vindo a colocar na promoção da proximidade com o contribuinte e no apoio ao cumprimento voluntário, a dirigente sindical entende que não se pode também perder o foco na parte do combate à fraude e evasão tributária e aduaneira.

"É certo que é importante estar próximo dos cidadãos e estimular o cumprimento voluntário, mas sabemos que também há sempre quem não cumpre", precisa para defender "que poderia haver um maior foco nesta área".

A presidente STI, considera, por outro lado, estar na altura de se começar a equacionar um recrutamento externo para renovar os quadros da Autoridade Tributária, uma das áreas mais envelhecidas da Administração Pública.

"A média de idades é muito elevada, é das mais elevadas na Administração Pública", precisa Ana Gamboa, lembrando que há 20 anos que não há um concurso, estando, por isso, "na altura de se começar a pensar em renovar os quadros, através de um recrutamento externo".

"É muito importante que isso seja pensado e feito" até para que não se perca a oportunidade de fazer a passagem de conhecimento entre gerações, refere a dirigente sindical, assinalando a disponibilidade demonstrada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, numa reunião com o STI, em equacionar a possibilidade de abertura de um concurso.

Na década passada houve dois concursos para reforço da inspeção da AT, sendo que um deles, para o recrutamento de cerca de mil novos inspetores, foi dirigido a pessoas que já possuíam vínculo com a Administração Pública, metade das quais já pertenciam aos quadros da AT.

Num ano marcado pelas alterações na forma de trabalhar que a pandemia impôs, Ana Gamboa acredita que algumas poderão manter-se depois de ultrapassada a crise sanitária. É o caso, exemplifica, da obrigatoriedade de marcação prévia no atendimento presencial, uma solução cuja eficácia vai para além do objetivo de evitar aglomerações nos serviços de Finanças, pois além de não fazer as pessoas perderem tempo em filas, também permite aos funcionários da AT fazerem uma melhor gestão do seu trabalho.

Leia Também: Trabalhadores devem ter formação e perfil para o atendimento telefónico

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