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Empresários já 'esqueceram' Trump e olham para o futuro com Biden

O mundo empresarial nos Estados Unidos já 'virou a página' da história de Donald Trump e olha para o futuro com Joe Biden na presidência, incluindo os seguidores do republicano, que continua sem admitir a derrota nas eleições.

Empresários já 'esqueceram' Trump e olham para o futuro com Biden

A responsável pela General Motors, Mary Barra, representa na perfeição esta tendência, após ter desistido hoje de manter o apoio na luta do atual presidente norte-americano contra as normas de poluição automóvel decretadas na Califórnia, manifestando-se "totalmente de acordo" com os objetivos do futuro presidente no que diz respeito aos veículos elétricos.

A dois meses do democrata Joe Biden tomar posse como presidente dos Estados Unidos, a comunidade empresarial já está a exercer pressão para que o Congresso adote um novo plano de apoio à economia, que está a ser afetada pela pandemia, noticia a agência AFP.

"Os próximos dois meses são essenciais na gestão do nosso país de duas crises interligadas, o controlo da pandemia de covid-19 e a reconstrução da economia norte-americana", defendeu a associação de fabricantes de produtos manufaturados.

"Não há tempo a perder nem margem para erros", acrescentou.

A Casa Branca tem recusado até agora em reconhecer a vitória de Joe Biden, o que atrasa a transição do democrata para a presidência dos Estados Unidos.

Vários empresários e associações profissionais, como o diretor-geral da United Airlines, Scott Kirby, ou a Câmara de Comércio Americana, já saudaram o futuro presidente norte-americano, em 07 de novembro, altura em que foi atribuída a vitória nas eleições na maioria dos órgãos de comunicação social.

Donald Trump, que frequentemente se gaba da sua proximidade com os empresários, particularmente com as vozes mais influentes de Wall Street, foi já 'dispensado' por estes, incluindo pelo cofundador da empresa de investimentos Blackstone, Steve Scharzman.

Este republicano e conselheiro não oficial do presidente cessante realçou hoje que é o momento de admitir a derrota.

"Apoiei o presidente Trump e a sua política económica sólida. [Mas] como muitos na comunidade empresarial, estou pronto para ajudar o presidente eleito Joe Biden e a sua equipa que agora enfrentam o desafio de reconstruir a economia após a pandemia", destacou numa mensagem enviada à agência AFP.

O responsável do banco JPMorgan Chase, James Dimon, pediu "uma transição pacífica" numa conferência organizada pelo jornal The New York Times na semana passada.

"Quer se goste do resultado da eleição ou não, temos que apoiar a democracia porque ela baseia-se num sistema de fé e confiança", destacou.

Algumas organizações que representam setores abalados pela pandemia pedem que a futura equipa no poder coopere com o Congresso, onde as discussões sobre um novo plano de estímulo à economia estão paralisadas há vários meses.

Outros empresários já estão a avançar com questões específicas, como o CEO da Intel, Bob Swan, que enviou hoje uma carta ao presidente eleito.

Além dos desafios imediatos impostos pela covid-19 ou questões raciais, a futura administração deve concentrar-se em questões como investimento em novas tecnologias, infraestrutura digital e educação científica, vincou.

O chefe da Câmara Americana de Comércio, Tom Donohue, pediu por sua vez que a transição na Casa Branca não seja adiada.

Vencedor das eleições de 04 de novembro, Biden sucederá em janeiro do próximo ano a Donald Trump, que ainda não reconheceu o desaire.

Trump tem somado desaires nos tribunais num esforço para travar a transição de poder para o democrata.

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