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Vendas mundiais de calçado devem cair 22,2% este ano

O consumo mundial de calçado deverá recuar 22,2% este ano devido ao impacto da pandemia de covid-19, ligeiramente menos do que os 22,5% estimados em abril, mas os preços deverão manter-se estáveis, segundo o "World Footwear".

Vendas mundiais de calçado devem cair 22,2% este ano
Notícias ao Minuto

11:51 - 11/11/20 por Lusa

Economia Inquérito

"Desde a edição anterior do 'World Footwear Business Conditions Survey' [divulgada em abril] começaram a evidenciar-se alguns sinais de uma lenta recuperação, mas há ainda muita indefinição em torno do cenário macroeconómico global, condicionado pela evolução da pandemia de covid-19. A maioria dos membros do nosso painel acredita que nos próximos seis meses o volume de calçado comercializado irá diminuir, mas prevê também que os preços deverão estabilizar, o que é um desenvolvimento positivo face às perspetivas de há seis meses", refere.

De acordo com a terceira edição do "Business Conditions Survey", realizado junto do painel internacional de especialistas do "World Footwear", numa iniciativa da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), "o cenário continua bastante sombrio, mas há ligeiras melhorias" face à edição anterior.

"Uma percentagem maior de respondentes prevê um forte impacto negativo no consumo de calçado a nível mundial (com um decréscimo entre 20% e 30%), mas há menos a antecipar um impacto severo (superior a 35%) do que na anterior edição do inquérito (38% contra 25% e 18% contra 26%, respetivamente)", conclui.

Geograficamente, a China destaca-se como o país com perspetivas mais otimistas quanto ao impacto da pandemia no seu próprio mercado.

Em média, o painel de especialistas do 'World Footwear' prevê que o consumo mundial de calçado recue 22,2% em 2020 (uma ligeira revisão em alta face à quebra de 22,5% estimada em março), com as previsões a melhorarem na Ásia (de -20% para -18,2%) e na Europa (de -27% para -24,2%), mas a degradarem-se na América do Norte (de -21% para -24,2%), face à anterior edição do inquérito.

Se aplicadas estas percentagens ao consumo em cada um destes continentes, reportado no 'World Footwear Yearbook 2020', serão vendidos menos 795 milhões de pares de sapatos na América do Norte e na Europa e menos 2,2 mil milhões na Ásia.

Os dados mais recentes relativos ao comércio global de calçado apontam que, no primeiro semestre de 2020, as importações de calçado caíram em quase todos os países, destacando-se a China como o único dos dez maiores importadores mundiais a apresentar uma subida das importações, de 2,3%.

Ainda na Ásia, as importações de calçado da Coreia recuaram 2,8% e as do Japão diminuíram 11,9%, enquanto na Europa o impacto da pandemia foi mais forte, com a Alemanha a retrair as importações em 11,8%, a Holanda em 13,6% e a Itália, Bélgica, Reino Unido e França em 20% ou mais.

Já os Estados Unidos, o maior mercado importador de calçado do mundo, registaram o pior desempenho entre todos estes países, com as respetivas importações de calçado a contraírem-se em 26,7%.

No resto do mundo, as importações diminuíram 25% na Austrália, 30% no Chile e 31% na Africa do Sul.

Criado em 2019, o painel internacional de especialistas do 'World Footwear' recolhe e analisa, semestralmente, informações sobre as condições de negócios nos mercados mundiais de calçado, redistribuindo depois a informação de forma a fornecer uma visão precisa da situação da indústria no plano internacional.

A terceira edição deste inquérito 'online' foi realizada durante o mês de outubro com base em 122 respostas válidas a profissionais do setor, dos quais 56% com origem na Europa, 25% na Ásia, 9% e 8% na América do Sul e do Norte, respetivamente, e os restantes de outros continentes.

Perto de um terço (31%) dos inquiridos estão ligados à produção de calçado, 21% ao comércio e distribuição e 48% a outras atividades do setor (associações comerciais, consultoria e outras).

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.263.890 mortos em mais de 50,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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