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Moçambique deve manter taxa de juro diretora em 10,25% em dezembro

A consultora NKC African Economics considerou hoje que o banco central de Moçambique deverá manter, na reunião de política monetária de dezembro, a taxa de juro diretora nos 10,25% devido ao risco de subida da inflação.

Moçambique deve manter taxa de juro diretora em 10,25% em dezembro
Notícias ao Minuto

08:35 - 25/10/20 por Lusa

Economia Moçambique

"Apesar de esperarmos que a economia se contraia este ano e de a previsão de evolução da inflação em 2021 ser modesta, os riscos de subida dos preços estão a aumentar, o que dá razão para o Banco de Moçambique pausar" a descida nas taxas de juro, escrevem os analistas desta consultora afiliada da Oxford Economics.

"É improvável que os riscos sejam ultrapassados antes do final do ano, por isso antevemos agora que o banco central vá manter as taxas inalteradas na sua próxima reunião, em dezembro", escrevem os analistas na nota enviada aos investidores, e a que a Lusa teve acesso.

Mesmo com a descida de 250 pontos base desde o início do ano, "as taxas de juro reais continuam muito altas, o que normalmente encorajaria as autoridades monetárias a baixar as taxas de juro quando a economia está fragilizada e não há previsão de um aumento significativo da inflação", admitem os analistas.

A economia de Moçambique deverá registar um crescimento negativo de 0,5%, de acordo com as mais recentes projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), que antecipa um regresso ao crescimento em 2021, ano em que a economia moçambicana deverá expandir-se 2,1%, ainda assim abaixo da média dos últimos anos.

Na quarta-feira, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 10,25%, justificando a decisão com o "agravamento dos riscos e incertezas, num contexto em que as perspetivas de médio prazo apontam para uma tendência de aumento de preços em 2021", refere.

A atividade económica encontra-se "reprimida" devido à pandemia de covid-19, acrescenta o CPMO, no dia em que decidiu, igualmente, manter as taxas da Facilidade Permanente de Depósito (FPD) e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 7,25% e 13,25%, respetivamente.

Aquele órgão do Banco de Moçambique manteve ainda os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e estrangeira em 11,50% e 34,50%, respetivamente

O Banco de Moçambique garante que o mercado cambial doméstico continua com níveis adequados de divisas e que as reservas internacionais brutas permitem cobrir acima de seis meses de importações de bens e serviços. 

O regulador prevê uma retoma lenta em 2021 e alerta para um aumento da pressão sobre as finanças públicas. 

A inflação deverá subir no próximo ano, mas mantendo-se "na banda de um dígito", ou seja, sem passar de 10%, refere.

A próxima reunião ordinária do CPMO está agendada para 16 de dezembro.

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