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Desemprego diminui no Oeste mas empresas admitem despedir este ano

O desemprego diminuiu na região Oeste, mas a maioria das empresas estão pessimistas e admitem ter de despedir trabalhadores se o volume de encomendas não aumentar no próximo trimestre, segundo um estudo divulgado hoje pela Associação Empresarial.

Desemprego diminui no Oeste mas empresas admitem despedir este ano
Notícias ao Minuto

17:32 - 29/09/20 por Lusa

Economia Covid-19

O número de desempregados na região Oeste diminuiu, em agosto, para 11.216 inscritos nos centros de emprego, menos 176 pessoas que os 11.392 registados em julho, de acordo com os dados divulgados hoje pela AIRO - Associação Empresarial da Região Oeste.

O desemprego é um dos indicadores medidos pela associação no âmbito de um barómetro que, desde o início da pandemia da covid-19, ausculta o tecido empresarial do Oeste para avaliar os efeitos do novo coronavírus na economia da região.

Os dados preliminares do quarto inquérito, realizado entre os dias 18 e 28 de setembro, analisam a realidade empresarial durante os meses de julho, agosto e setembro, demonstrando que "os empresários estão mais pessimistas com a volta à normalidade da atividade económica".

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, 25% dos 105 inquiridos afirmam ter registado uma diminuição  do volume de vendas na ordem dos 20% a 40%; 18% estima ter tido uma quebra de 40% a 60% e, por último, 6% afirmam ter uma diminuição na ordem dos 80%.

Durante o mesmo período, apenas 4% das empresas dizem ter aumentado o volume de negócios e, no polo contrário, 6% suspenderam a atividade.

Um panorama que a maioria não espera ver melhorado até ao final do ano, com 67% das empresas a prever uma redução do volume de vendas no último trimestre de 2020, enquanto 33% apontam para que este indicador se mantenha constante ou aumente.

As empresas apontam os meses de junho e de agosto como os piores a nível de vendas e a maioria dos empresários admite não ter atingido sustentabilidade económica nos meses do verão.

Contudo, revela o estudo, a maioria (71%) acredita ter liquidez "para aguentar os próximos três meses" e os empresários "pretendem manter os postos de trabalho", embora temam ter de despedir no caso de não aumentarem as vendas no próximo trimestre.

De acordo com o barómetro, a maioria das empresas (79%) afirma ter mantido o número de trabalhadores nos últimos três meses; 7% reduziram o número de colaboradores e 6% dos questionados já tinham dispensado funcionários entre março e junho.

Em contrapartida, 8% dos empresários aumentaram o número de colaboradores  durante o período em análise no questionário.

No que toca às responsabilidades salariais e fiscais de cada empresa, 17% dos empresários consideram haver um "risco elevado" de incumprimento, 43% estimam um "risco moderado" e 30% dizem existir um "risco baixo". Apenas 10% esperam um "risco nulo".

Em termos de negócio online, a maioria das empresas (63%) não registou crescimento da atividade, enquanto 37% dão nota de que a sua atividade cresceu nos canais digitais.

Entre os 105 inquiridos 16% consideram existir um risco elevado de encerrar a atividade, o que revela, em relação ao inquérito anterior, "um aumento da preocupação dos empresários", refere o estudo.

Mas, "apesar do pessimismo demonstrado, 96,2% [das empresas] prevê continuar a sua atividade empresarial em 2021", conclui o inquérito, cujos dados preliminares vão ser revelados na próxima sexta-feira.

Destinado às empresas sediadas na região, o quarto questionário foi aplicado a 111 empresas que representam os diversos setores de atividade, tendo sido obtidas 105 respostas aceites e validadas pela AIRO.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 33,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.963 pessoas dos 74.717 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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