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Crise tornou "mais importante" integração dos mercados de capitais na UE

A Comissão Europeia defendeu hoje que a crise gerada pela Covid-19 tornou "mais importante" a conclusão da União dos Mercados de Capitais na União Europeia (UE), anunciando medidas para "ir mais longe" nesta integração a nível comunitário.

Crise tornou "mais importante" integração dos mercados de capitais na UE

"Nos últimos cinco anos, fizemos muitos progressos com o nosso plano de integração dos mercados de capitais europeus, a União dos Mercados de Capitais, [mas] agora temos de ir ainda mais longe", anunciou em conferência de imprensa, em Bruxelas, o vice-presidente do executivo comunitário Valdis Dombrovskis.

Falando na apresentação de um plano de ação para a UE avançar na conclusão da União dos Mercados de Capitais, o responsável pela pasta de "Uma economia a favor das pessoas" observou que esta iniciativa "é mais importante do que nunca, numa altura de crise".

"Porquê? Para estimular o financiamento em toda a Europa, [criando] mais oportunidades de financiamento para ajudar as novas empresas, para ajudar as empresas maiores a prosperar e para criar mais oportunidades para os europeus investirem em segurança para o seu futuro", acrescentou Valdis Dombrovskis.

Numa altura de crise gerada pela pandemia e em que a UE tem "27 mercados de capitais nacionais que não estão nem totalmente desenvolvidos nem totalmente integrados", o responsável insistiu na concretização da União dos Mercados de Capitais, pensada para tornar o sistema financeiro da UE mais estável e para reduzir os custos da captação de verbas.

"Isto é particularmente importante à luz do 'Brexit', uma vez que o maior centro financeiro da Europa [o Reino Unido] está a abandonar o mercado único, o que é um verdadeiro problema quando se olha, por exemplo, para os Estados Unidos, onde as empresas prosperam nos mercados de capitais", destacou.

"As empresas bem sucedidas dizem-nos que têm de se relocalizar, porque não conseguem obter financiamento aqui [na Europa] e isso faz-nos perder empregos e crescimento económico" e, por seu lado, os cidadãos "europeus não tiram o máximo partido das suas poupanças porque lhes falta a confiança para investir nos mercados de capitais", adiantou Valdis Dombrovskis.

Para o solucionar, a Comissão Europeia apresentou hoje um plano de ação com 16 medidas, prevendo que a "recuperação económica da UE seja verde, digital, inclusiva e resiliente", através de financiamento "mais acessível", que os mercados nacionais de capitais sejam agregados num "verdadeiro mercado único" e ainda que seja mais "seguro para as pessoas pouparem e investirem a longo prazo".

Entre as medidas deste novo plano de ação está, assim, a criação de regras em matéria de insolvência "mais harmonizadas ou convergentes", de "pontos de acesso único aos dados das empresas para os investidores", o apoio às "seguradoras e bancos para que invistam mais nas empresas da UE" e ainda a promoção da "convergência no domínio da supervisão".

As medidas hoje propostas baseiam-se num anterior plano de ação, datado de 2015 e revisto em 2017, em apelos feitos pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho e ainda em debates com o setor.

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