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Sonae Indústria encerra fábrica e despede 43 trabalhadores da Movelpartes

A Movelpartes, empresa de componentes para a indústria de mobiliário do grupo Sonae Indústria, vai encerrar a unidade de Vilela, Paredes, e proceder ao despedimento coletivo dos 43 trabalhadores devido à "situação atual do negócio", agravada pela pandemia.

Sonae Indústria encerra fábrica e despede 43 trabalhadores da Movelpartes
Notícias ao Minuto

12:36 - 24/09/20 por Lusa

Economia Sonae

Segundo a comunicação enviada aos trabalhadores em 24 de julho, e a que a agência Lusa teve hoje acesso, na base do encerramento estão "a redução das vendas nos últimos anos, pese embora o avultado investimento efetuado em 2017", "a deterioração dos resultados operacionais", "os fluxos de caixa negativos gerados nos últimos anos" e "os prejuízos registados".

De acordo com a administração, estas circunstâncias foram "agravadas pela situação que a pandemia covid-19 está e vai continuar a provocar na economia e nos mercados", não vendo a empresa "viabilidade em recuperar o negócio e obter rentabilidade sustentável, com fluxos de caixa positivos".

Um trabalhador, que pediu anonimato, afirma, contudo, "não entender o real motivo do encerramento", garantindo que "a empresa sempre manteve bastantes encomendas e faturação para o seu principal cliente, a IKEA Industry Portugal".

Os funcionários questionam, também, "o motivo pelo qual a administração da empresa nunca sequer equacionou a eventual entrada em 'lay-off', situação que ocorreu em todas as restantes empresas do grupo", na sequência da crise gerada pela pandemia.

Os trabalhadores dizem sentir-se "ainda mais revoltados e lesados" pelo facto de a empresa estar agora a propor indemnizações com "valores inferiores aos que pagou a todos os outros trabalhadores que saíram nos despedimentos anteriores", avançando que "a Sonae Indústria sempre pagou nestas situações, como mínimo, à razão de 1,16 [salários] por cada ano de contrato, quando agora pretende fazê-lo apenas a 1,00".

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Movelpartes explicou que, "apesar dos investimentos realizados", a unidade "tem vindo a ter um fraco desempenho ao longo dos últimos anos, com resultados negativos acumulados, realidade que se agudizou com a situação de pandemia".

"Perante estas circunstâncias, o Conselho de Administração decidiu encerrar total e definitivamente esta unidade industrial", disse, avançando que "o processo de encerramento, comunicado em julho último, deverá estar concluído antes do final do ano".

Segundo se lê na comunicação enviada aos trabalhadores, a decisão implica o despedimento coletivo dos 43 trabalhadores da empresa, "com exceção do trabalhador que celebrou um contrato de cessação de posição contratual com uma sociedade do grupo Sonae Indústria para o exercício de outras funções".

O despedimento coletivo agora decidido é o terceiro efetuado na Movelpartes na última década: em janeiro de 2009 foi anunciada a saída de 42 trabalhadores da unidade de Vilela e, em junho de 2015, a decisão de deslocalizar para Paredes toda a produção da unidade de Alcanede (Santarém), levou à saída de 51 funcionários desta fábrica.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

Para Portugal, a Comissão Europeia prevê que a economia recue 9,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, uma contração acima da anterior projeção de 6,8% e da estimada pelo Governo português, de 6,9%.

O Governo prevê que a economia cresça 4,3% em 2021, enquanto Bruxelas antecipa um crescimento mais otimista, de 6%, acima do que previa na primavera (5,8%)

A taxa de desemprego deverá subir para 9,6% este ano, e recuar para 8,7% em 2021.

Em consequência da forte recessão, o défice orçamental deverá chegar aos 7% do PIB em 2020, e a dívida pública aos 134,4%.

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