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Lucro da EDP cai 22% para 315 ME no 1.º semestre

A EDP registou 315 milhões de euros de lucro no primeiro semestre, uma descida de 22% em comparação com igual período do ano anterior, impactado pela redução do consumo sobretudo durante o confinamento, foi hoje comunicado ao mercado.

Lucro da EDP cai 22% para 315 ME no 1.º semestre
Notícias ao Minuto

17:37 - 03/09/20 por Lusa

Economia EDP

"No primeiro semestre de 2020, o resultado líquido da EDP caiu 22% face ao período homólogo para 315 milhões de euros", lê-se no comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

elétrica justificou esta evolução com um "forte" corte no consumo de eletricidade nos seus principais mercados, sobretudo, durante o confinamento imposto pela pandemia de covid-19.

De acordo com os dados avançados pela empresa, no período em causa, o volume de eletricidade comercializada na Península Ibérica cedeu 7% e o consumo de eletricidade de clientes das distribuidoras no Brasil recuou 8%.

A isto acresce a "deterioração das condições do mercado ibérico de eletricidade nesse segundo trimestre", nomeadamente, a redução da procura e o aumento do custo das licenças da emissão de dióxido de carbono (CO2), que justificaram a decisão de antecipação do encerramento das centrais a carvão de Sines para 2021, o que implicou a contabilização de um custo extraordinário de 130 milhões de euros".

Só em Portugal, a EDP teve assim um prejuízo de 32 milhões de euros entre janeiro em junho, "no seguimento de dois anos consecutivos de prejuízos nas atividades convencionais no mercado doméstico".

Nos primeiros seis meses do ano, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) recuou 3% para 1.871 milhões de euros.

Por segmento, nas energias renováveis, a EDP instalou, no último ano, um gigawatt (GW) de capacidade eólica e solar nos EUA, Europa e Brasil.

Nas redes de eletricidade, por seu turno, o crescimento esteve concentrado no Brasil - na transmissão, "apesar da paralisação temporária das obras", o último trecho do lote 11, no estado do Maranhão, foi concluído em agosto.

Já no segmento de clientes e gestão de energia, os resultados foram suportados pela "boa 'performance'" da atividade de gestão de energia na Península Ibérica, sobretudo, no primeiro trimestre.

"O portfólio de clientes manteve-se relativamente estável com crescimento de novos serviços focados na transição energética, com destaque para o solar distribuído em Portugal, Espanha e Brasil", notou a empresa agora liderada por Miguel Stilwell d'Andrade, após o afastamento de António Mexia, no âmbito do caso EDP.

Em junho, a dívida líquida totalizava 14,1 mil milhões de euros, "em linha" com o período homólogo e 2% acima de dezembro de 2019.

Nos primeiros seis meses do ano, os investimentos de expansão situaram-se em 800 milhões de euros, sendo as renováveis responsáveis por 87% deste valor, enquanto o investimento consolidado totalizou 920 milhões de euros, 94% dedicados aos segmentos de renováveis e de redes.

Na sessão de hoje da bolsa, as ações da EDP subiram 0,34% para 4,37 euros.

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