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UE dá 24,5 milhões às Filipinas para concretizar acordo de paz

A União Europeia concedeu 24,5 milhões de euros às Filipinas para implementar um acordo de paz em Bangsamoro, região autónoma muçulmana, e para contribuir para a reabilitação de Marawi, cidade devastada pela guerra contra grupos extremistas islâmicos.

UE dá 24,5 milhões às Filipinas para concretizar acordo de paz

Cinco milhões serão dedicados exclusivamente à reabilitação de áreas devastadas durante o cerco de Marawi, enquanto cerca de três milhões serão alocados para os esforços de Bangsamoro para conter a propagação da covid-19, informou hoje o Governo filipino em comunicado.

"É a terceira doação que a UE nos concede este ano, apoiando o compromisso inabalável daquele importante bloco económico de alcançar a paz duradoura e o progresso no sul das Filipinas, junto com a rápida recuperação de Marawi", disse o secretário das Finanças, Carlos Domínguez, na assinatura do acordo, que será implementado nos próximos cinco anos.

Este novo acordo eleva para 85 milhões de euros o montante concedido pela UE este ano, depois de alocar 60,5 milhões no mês passado para iniciativas que consolidem a paz e fortaleçam as instituições de Bangsamoro, região que está inserida na conturbada ilha de Mindanao, bem como para construção de infraestruturas e criação de empregos.

A região de Bangsamoro foi formalmente estabelecida em 2019 como resultado do acordo de paz assinado entre o Governo filipino e os rebeldes da Frente Moro de Libertação Islâmica, que depuseram as armas em troca de liderar o Governo de transição que lidera esta nova região muçulmana até às eleições de 2022, com cerca de quatro milhões de habitantes.

Atualmente, 30% dos cerca de 40 mil combatentes daquele que é o maior grupo armado muçulmano do país foram desmobilizados.

No entanto, em Mindanao existem células extremistas cada vez mais radicalizadas que juraram lealdade ao Estado Islâmico, embora tenham ficado muito enfraquecidas após serem derrotadas pelo Exército em Marawi, cidade que ocuparam em maio de 2017 e da qual foram expulsas após cinco meses de duros combates, durante os quais morreram quase mil combatentes.

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