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NB: "Imóveis não causaram prejuízos diretos ao Fundo de Resolução"

O Novo Banco nega que a venda de imóveis, no âmbito do 'Viriato', tenha causado prejuízos diretos ao Fundo de Resolução.

NB: "Imóveis não causaram prejuízos diretos ao Fundo de Resolução"

O Novo Banco esclareceu, esta terça-feira, que a venda de imóveis no âmbito do projeto Viriato não causou prejuízos diretos ao Fundo de Resolução. Este esclarecimento vem no seguimento da notícia do Público que dá conta que a instituição vendeu 13 mil imóveis a fundo anónimo, deu crédito e recebeu compensação estatal pelas perdas.

Porém, esclarece o Novo Banco que "vendeu 5.355 imóveis que são compostos por 8.486 frações, e não os 13 mil imóveis que hoje, erradamente, é referido nos media", pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. 

O jornal Público noticiou que um fundo das ilhas Caimão comprou casas do Novo Banco com o crédito desta instituição financeira, num negócio que foi um dos maiores do ramo imobiliário dos últimos anos e em que o Fundo de Resolução cobriu as perdas. Nesta investigação, refere-se mesmo que o Novo Banco vendeu e emprestou o dinheiro a quem comprou.

Porém, a instituição bancária rejeita que tenha existido impacto direto: "Esta operação não teve qualquer custo direto para o Fundo de Resolução porque a generalidade dos imóveis não estão cobertos pelo mecanismo de proteção de capital. Refira-se mesmo que para a totalidade dos imóveis protegidos até dezembro de 2019, o Banco tinha obtido para o Fundo de Resolução uma mais valia de 10 milhões de Euros que reduzia às perdas noutros créditos", pode ler-se no mesmo comunicado. 

A instituição bancária acrescenta ainda que enviou um "conjunto detalhado de informação" à Procuradoria-Geral da República sobre a venda dos imóveis no âmbito dos projetos Viriato e Sertorius.

O Ministério Público está a analisar a carta do primeiro-ministro em que pede que sejam avaliados procedimentos para acautelar a proteção dos interesses do Estado no Novo Banco. 

O Expresso noticiou no sábado que António Costa enviou uma carta à procuradora-Geral da República, Lucília Gago, onde pede a suspensão da venda de ativos do Novo Banco até que esteja concluída a auditoria que está a ser feita pela Deloitte.

Segunda a carta a que o semanário teve acesso, o chefe do Governo fala das acusações feitas no parlamento pelo presidente do PSD, Rui Rio, sobre as vendas de ativos pelo Novo Banco para sustentar o pedido para que o Ministério Público desenvolva "os procedimentos cautelares adequados à proteção dos interesses financeiros do Estado" até que a auditoria esteja concluída.

Leia Também: Banco de Portugal escolhe Deloitte para nova auditoria ao Novo Banco

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