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É oficial. Paschal Donohoe é o novo presidente do Eurogrupo

O ministro irlandês das Finanças foi o nome mais votado para suceder a Mário Centeno na liderança do Eurogrupo, 'destronando' os adversários espanhol e o luxemburguês, Nadia Calviño e Pierre Gramegna, respetivamente.

É oficial. Paschal Donohoe é o novo presidente do Eurogrupo

Depois de os três candidatos terem feito curtas intervenções, numa reunião à distância devido às restrições relacionadas com a pandemia de Covid-19, teve início a votação (secreta e eletrónica), tendo o ministro irlandês obtido - só à segunda volta e depois de afastada a candidatura do luxemburguês (o candidato menos votado) - uma maioria simples, ou seja, os votos de pelo menos 10 dos 19 países da zona euro.

Foi o próprio Mário Centeno quem deu a informação no tweet em que dá os parabéns ao sucessor. "Parabéns ao novo presidente do Eurogrupo", pode ler-se na imagem partilhada pelo português.

De referir, porém, que a eleição do irlandês, ministro de centro-direita, surpreendeu a favorita, a socialista espanhola Nadia Calviño, que tinha o apoio declarado dos dois 'pesos pesados' da zona euro: Alemanha e França.

O novo presidente do Eurogrupo assume oficialmente funções na próxima segunda-feira (13 de julho), um dia depois de terminar o mandato de Mário Centeno. Paschal Donohoe liderará os comandos do Eurogrupo durante os próximos dois anos e meio, ou seja, até final de 2022.

Donohoe, 45 anos e ministro desde 2017, tomará oficialmente posse na próxima segunda-feira, para um mandato de dois anos e meio, tornando-se o quarto presidente do fórum de ministros da zona euro, depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker, do holandês Jeroen Dijsselbloem e do português Mário Centeno, que no mês passado abdicou de concorrer a um segundo mandato ao abandonar o cargo de ministro das Finanças.

O recém-eleito presidente do Eurogrupo já participou na conferência de imprensa por videoconferência, que assinalou ainda a despedida de Centeno, no final de uma reunião que marcou a estreia europeia do ministro português das Finanças, João Leão.

O voto (não) secreto de Portugal

Portugal foi um dos países que votou na governante da vizinha Espanha. O ministro João Leão - em funções desde 15 de junho -, votou na candidata Nadia Calviño, que acabou por não conseguir a 'vitória' e apesar de nos últimos dias ter sido apontada como a sucessora mais provável.

"Apoiaremos a candidatura de Nadia Calviño à presidência do Eurogrupo, desde logo pelas suas qualidades pessoais, pela forte experiência que tem em matéria europeia e também pela convergência de pontos de vista que temos mantido sobre o que deve ser o futuro da União Económica e Monetária", afirmou segunda-feira o primeiro-ministro, António Costa, que lembrou também a "boa tradição" de Portugal e Espanha "de apoio recíproco às candidaturas internacionais".

Entretanto, o primeiro-ministro português, via Twitter, saudou "calorosamente Mário Centeno pelo seu trabalho no Eurogrupo", vincando que "a sua liderança foi essencial à aprovação do pacote (...) para responder à crise económica e social", e parabenizou o "novo presidente Paschal Donohoe".

[Notícia atualizada às 19h35]

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