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Confinamento leva a "redução sem precedentes nos pagamentos" em abril

Os dados foram divulgados pelo Banco de Portugal, esta segunda-feira. Os cheques foram o instrumento de pagamento com a redução mais significativa.

Confinamento leva a "redução sem precedentes nos pagamentos" em abril

Num mês em que a economia portuguesa esteve quase paralisada por causa do confinamento, em abril assistiu-se a uma redução sem precedentes nos pagamentos, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal, esta segunda-feira, 

"Em abril de 2020, com o estado de emergência e as medidas de confinamento generalizado a vigorarem ao longo de todo o mês em resultado da pandemia de Covid-19, confirmou-se a redução sem precedentes na utilização dos cheques e das operações com cartão", pode ler-se no comunicado do Banco de Portugal.

Isto acontece depois de em março também se ter registado um "forte decréscimo nas operações com cartão, ao longo do mês abril registou-se, para além de um reforço desta tendência, uma descida significativa e transversal nos restantes instrumentos de pagamento, com destaque para os cheques", segundo o BdP

Em abril foram efetuados cerca de 1,2 milhões de pagamentos com cheques, no valor de 4,1 mil milhões de euros, o que corresponde a quebras de 44,9% em número e de 47,9% em valor relativamente a igual período do ano anterior. "A redução drástica da atividade económica e a preferência dos agentes económicos pela utilização de instrumentos de pagamento que exijam um menor contacto físico contribuíram para estes números, que correspondem à quantidade e ao valor mais baixos registados, ao longo dos últimos 20 anos, nas operações com cheques", adianta o BdP.

Os levantamentos de numerário diminuíram, em termos homólogos, 51,9% em número e 40,3% em valor, tendo sido efetuados, em abril de 2020, apenas 17,2 milhões de levantamentos no valor de 1,5 mil milhões de euros. "Ao longo dos últimos 20 anos, não existe registo de um número tão reduzido de levantamentos de numerário", segundo o BdP.

Também as compras reduziram-se de forma "igualmente significativa" relativamente ao período homólogo: 42,5% em número e 39,7% em valor, para 60,9 milhões de operações - número mais baixo desde fevereiro de 2014.

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