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Lojas de centros comerciais acusam senhorios de "falta de solidariedade"

A Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR) acusou hoje os senhorios de "falta de solidariedade" para com os arrendatários, argumentando que por cada 175 mil euros de prejuízo os proprietários têm apenas 1.000 euros.

Lojas de centros comerciais acusam senhorios de "falta de solidariedade"
Notícias ao Minuto

12:31 - 22/05/20 por Lusa

Economia AMRR

Trata-se de um "desequilíbrio insuportável" para quem está há mais de dois meses (desde 15 de março) proibido de realizar a sua atividade comercial por determinação do Governo, no âmbito das medidas aplicadas contra a pandemia da covid-19, refere a AMRR em comunicado.

Esta conclusão consta de um estudo elaborado pela AMRR, que tem por base os dados contabilísticos de abril dos seus associados, que ascendem a mais de 1.400 lojas em Portugal, incluindo as ilhas da Madeira e Açores.

A recolha de dados contabilísticos das empresas refere-se a abril deste ano, tendo o inquérito sido enviado a lojistas associados da AMRR e seus franchisados, com as respostas a serem dadas por telefone ou por meios eletrónicos entre 12 e 19 maio, sendo que houve uma taxa de rejeição de um dos inquéritos enviados por meios eletrónicos por não estar completo.

O documento refere ainda que o Governo, "e bem", mandou encerrar as lojas não alimentares desde meados de março deste ano, devido à situação da covid-19, mas lamenta o facto de a legislação ter trazido "uma proteção desmesurada" aos senhorios de lojas, seja em centro comercial seja na rua.

A associação refere ainda que "as despesas comuns" dos centros comerciais continuaram a ser pagas pelos lojistas mesmo em tempo de confinamento.

O estudo elaborado pela AMRR para se quantificar em euros "a enorme discrepância e desigualdade" que a lei veio trazer explica que por sacrifícios se entendem "os custos que cada parte tem que suportar e não os lucros que cada parte gostaria de ter".

Para a AMRR é "urgente corrigir-se o enorme desequilíbrio" criado pela legislação, quando todos os agentes económicos "estão a ser chamados a responder a um desígnio quase patriótico de promover uma rápida retoma económica".

A associação exige aos senhorios uma maior participação no esforço exigido aos lojistas, bastando que para tal "aceitem a isenção de pagamento de rendas", enquanto "as lojas estiverem fechadas" por decisão do Governo.

E prossegue: "As contas são fáceis de fazer e os resultados não podiam ser mais demonstrativos da falta de solidariedade dos senhorios com os lojistas".

Os lojistas alegam ainda que o encerramento das lojas não significa que não existam despesas por parte dos operadores económicos.

"Além das rendas (33% da despesa média de cerca 75 mil euros -- nos dois meses e meio de encerramento), os lojistas pagam aos colaboradores (28%), incluindo os do 'lay-off', a mercadoria perdida (16%), os custos fixos (14%) e suportam outras despesas (9%)", lê-se no documento.

No atual contexto, a AMRR considera que as empresas gestoras dos centros comerciais também devem ser incluídas neste esforço, numa "demonstração clara e inequívoca" de empenho na recuperação da atividade económica.

Apesar de os dados apresentados serem relativos apenas a lojas de comércio, não incluindo os serviços (exemplo manicure) e restauração, a AMRR refere que alguns dos dados que foram recolhidos e não utilizados no estudo permitem concluir que nos serviços as conclusões "são muito semelhantes" às exportas no documento e que na restauração o "cenário é pior", pois apresentam depreciações de produtos superiores ao comércio em geral.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (94.661) e mais casos de infeção confirmados (mais de 1,5 milhões), seguindo-se o Reino Unido (36.042 mortos, perto de 251 mil casos) e Itália (32.486 mortos, mais de 228 mil casos).

Em Portugal, morreram 1.277 pessoas das 29.912 confirmadas como infetadas, e há 6.452 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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