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Covid-19: Três instituições unem-se contra crise na região de Coimbra

A Universidade de Coimbra (UC), a Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra e o Instituto Pedro Nunes (IPN) criaram uma plataforma contra a crise e para o desenvolvimento da região de Coimbra, anunciou hoje a UC.

Covid-19: Três instituições unem-se contra crise na região de Coimbra
Notícias ao Minuto

17:02 - 28/04/20 por Lusa

Economia Covid-19

Numa nota enviada hoje à agência Lusa, a Universidade de Coimbra afirma que, com a CIM Região de Coimbra (que agrega 19 municípios) e o IPN (instituição privada sem fins lucrativos, criada pela UC, em 1991, para "promover a inovação e a transferência de tecnologia, estabelecendo a ligação entre o meio científico e tecnológico e o tecido produtivo"), criou a 'Coimbra2030', plataforma para o desenvolvimento da região de Coimbra para "enfrentar a crise provocada pela pandemia" da covid-19.

A iniciativa, coordenada pelo CeBER (Centre for Business and Economics Research, da Faculdade de Economia da UC), visa "colocar o saber e o conhecimento" da Universidade a "olhar para o futuro, apoiando o desenvolvimento económico e social futuro da Região de Coimbra".

Trata-se de "um trabalho verdadeiramente colaborativo com os parceiros da região, num momento em que a solidariedade é fundamental, com vista à recuperação económica e social" da região no "quadro pós pandémico".

O projeto -- "muito importante para a Região de Coimbra, de sinergia entre instituições" -- pretende "recolher e disponibilizar informações e práticas, regionais e internacionais, que apoiem a tomada de decisão dos agentes regionais", e "efetuar estudos de suporte ao desenvolvimento das políticas públicas", sustenta a UC.

Além disso, o projeto propõe-se "apoiar a elaboração da estrutura de acompanhamento" e formular "recomendações para a definição de medidas e monitorização das Medidas de Apoio a Empresas e Famílias da CIM Região de Coimbra e respetivos municípios".

Considerando que se vive "o contexto de uma crise sem precedentes nos tempos modernos", os fundadores da plataforma salientam que a crise de saúde pública, provocada pela pandemia da covid-19, tem "impactos imediatos e futuros imprevisíveis, a nível global, na economia e, portanto, na vida das pessoas".

A pandemia provocou, em simultâneo, "um choque do lado da oferta (por via da paragem forçada de muitos setores, imposta pela declaração do estado de emergência, bem como pela paragem voluntária motivada pelas situações de quarentena e de distanciamento social generalizado), e do lado da procura (queda de rendimentos, desemprego e incerteza económica)".

Apesar das fortes incertezas, a resolução da crise sanitária, numa primeira fase, e a oportunidade e inteligência da resposta das políticas públicas, bem como a capacidade de inovação e adaptação à mudança de empresas e consumidores nos territórios, num momento posterior, serão decisivas para ultrapassar as dificuldades que se anteveem, sustentam os promotores do projeto.

Esta 'Task force covid19' tem o âmbito geográfico dos 19 municípios que integram a CIM Região de Coimbra -- Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares.

Além dos parceiros fundadores, a plataforma contará com a colaboração de outras instituições, como o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas), a CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro), o INE (Instituto Nacional de Estatísticas), estruturas empresariais e do terceiro setor, responsáveis públicos e organizações setoriais, o Clube MBA da Faculdade de Economia da UC, a Proteção Civil e organizações sindicais, entre outras.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 211 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Em Portugal, morreram 948 pessoas das 24.322 confirmadas como infetadas, e há 1.389 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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