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5G: Portugal só adiou porque "foi dos últimos" a avançar para o arranque

O presidente executivo da Altice Portugal afirmou hoje que Portugal só adiou a consulta pública do leilão para a atribuição das licenças do 5G porque foi "dos últimos países europeus" a avançar para o arranque da tecnologia.

5G: Portugal só adiou porque "foi dos últimos" a avançar para o arranque
Notícias ao Minuto

12:46 - 25/03/20 por Lusa

Economia 5G

Alexandre Fonseca falava numa conferência telefónica com jornalistas, a propósito dos resultados da dona da Meo em 2019, cujas receitas subiram 1,7% para 2.110 milhões de euros.

Apesar de considerar que o adiamento da consulta pública do regulamento do leilão para a atribuição das licenças de quinta geração móvel (5G) resultou de uma "decisão sensata", o gestor sublinhou que tal só aconteceu porque Portugal estava atrasado no arranque.

"Não posso deixar de referenciar que nós só estamos nesta situação, só tomámos estas decisões, porque efetivamente Portugal foi dos últimos países europeus a efetivamente encetar esforços no que toca ao lançamento do 5G", sublinhou, reiterando a sua posição sobre o tema.

"Portanto, se este processo estivesse, como em muitos outros países europeus aconteceu, já devidamente lançado, provavelmente as redes de 5G, em algumas circunstâncias particulares, até poderiam ser benéficas e importantes para o esforço coletivo que todos estamos a fazer", apontou Alexandre Fonseca.

"É inequívoco que, dadas as circunstâncias específicas de Portugal de não termos sido capazes de lançar o 5G antes", as medidas que foram tomadas - de adiamento - "são inteligentes".

Quando "estamos perante cenários de incerteza, como é o que estamos a atravessar, obviamente que estes não são os melhores momentos para fazer investimentos significativos ou disrupções das quais não sabemos o que vai acontecer", admitiu Alexandre Fonseca, quando questionado sobre o assunto.

"Obviamente a decisão que foi tomada por indicação do Governo e que depois foi transmitida pelo regulador [Anacom] de adiar processo 5G neste momento faz todo o sentido, não só porque as nossas prioridades têm de estar alinhadas: manter a segurança dos nossos colaboradores e o funcionamento irrepreensível das nossas redes", mas porque também "não podemos estar distraídos com outros processos paralelos", prosseguiu Alexandre Fonseca.

Além disso, "não sabemos a duração e a profundidade desta crise", pelo que "é de 'bom tom' ter aqui um compasso de espera que não tem necessariamente de ser longo", considerou.

No entanto, o gestor considera que o 5G não será uma realidade este ano em Portugal, dado que se espera que o impacto da pandemia do covid-19 continue durante o segundo trimestre, empurrando o processo de atribuição de licenças, no melhor cenário, para a segunda metade do ano.

Na passada quinta-feira a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) decidiu, "por motivo de força maior", suspender a consulta pública sobre o projeto de regulamento do leilão para a atribuição de licenças 5G, na sequência dos pedidos de suspensão dos operadores.

A Anacom salienta que todos os operadores, nos seus pedidos para que a Anacom suspendesse a consulta sobre o regulamento do leilão, "invocam a atual situação de exceção em que Portugal se encontra, e todos os constrangimentos que daí resultam, bem como a imprevisibilidade da situação e a impossibilidade de avaliar como será a sua evolução".

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