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Guiné Equatorial isenta petrolíferas de três meses de pagamentos

O Governo da Guiné Equatorial anunciou hoje que vai dispensar as companhias petrolíferas que operam no país de pagar os honorários pelos serviços do Governo durante três meses, como medida de apoio perante a pandemia de Covid-19.

Guiné Equatorial isenta petrolíferas de três meses de pagamentos
Notícias ao Minuto

15:57 - 23/03/20 por Lusa

Economia Covid-19

"O Ministro das Minas e Hidrocarbonetos da República da Guiné Equatorial decidiu prescindir dos seus honorários por serviços prestados às companhias a operar no país", lê-se num comunicado de imprensa hoje difundido em Malabo.

De acordo com o texto, "esta é a primeira medida a ser tomada para apoiar as companhias de serviços de petróleo e gás na Guiné Equatorial, no seguimento da queda dos preços do petróleo e da pandemia de covid-19".

O Governo "tomou esta medida por unanimidade, prescindindo dos seus pagamentos durante três meses", vincou o ministro do setor, Gabriel Lima, acrescentando: "Reconhecemos que o setor do petróleo continua a ser o maior empregador privado no país e queremos às nossas companhias locais os meios para aguentarem a tempestade e evitarem quaisquer perdas de emprego".

Para o Governo deste país lusófono, apesar de forças do mercado deverem determinar o futuro, "o Governo tem um papel a cumprir nos estímulos ao mercado e na criação de um ambiente empresarial para estas companhias continuarem robustas, continuarem a investir a e a criar oportunidades para os cidadãos".

As companhias internacionais terão de continuar a cumprir com as leis de contudo local e "têm também de contnuar a trabalhar com a indústria local de serviços na adaptação à nova dinâmica do mercado", lê-se ainda no comunicado, que dá conta também de um conjunto de medidas de âmbito de saúde.

"O laboratório do Projeto de Eliminação da Malária na Ilha de Bioco vai ser melhorado com a compra de 1,2 milhões de kits de laboratório para deteção do novo coronavírus para que o Ministério da Saúde possa lidar de forma eficaz com quaisquer eventuais futuros casos e estar preparado para qualquer cenário", lê-se ainda no comunicado.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 324 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 14.300 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 5.476 mortos em 59.138 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com um total de 81.054 casos, tendo sido registados 3.261 mortes.

Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 1.720 mortos em 28.572 infeções, o Irão, com 1.685 mortes num total de 22.638 casos, a França, com 674 mortes (16.018 casos), e os Estados Unidos, com 390 mortes (31.057 casos).

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

De acordo com o portal Worldometer, que compila quase em tempo real a informação da Organização Mundial de Saúde (OMS), dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças de fontes oficiais dos países, de publicações científicas e de órgãos de informação, há registos de mortes pela covid-19 em 12 países africanos: Egito, Argélia, Marrocos, Tunísia, Burkina Faso, Gabão, Sudão, Maurícias, Gana e República Democrática do Congo (RDCongo), além da Nigéria e Gâmbia, que anunciaram hoje as primeiras mortes.

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