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"Para já" não há razões que justifiquem "qualquer tipo de racionamento"

O primeiro-ministro, António Costa, considerou hoje que neste momento "não há nenhuma razão que justifique qualquer tipo de racionamento" nas lojas e defendeu que, se o comportamento cívico se mantiver, continuará assim durante a crise da Covid-19.

"Para já" não há razões que justifiquem "qualquer tipo de racionamento"

Na conferência de imprensa no Palácio da Ajuda, em Lisboa, que se realizou após o Conselho de Ministros de mais de sete horas para aprovar medidas para aplicar o estado de emergência decretado na quarta-feira pelo Presidente da República, António Costa foi questionado sobre a necessidade de racionamento de produtos e bens nas lojas.

"Para já, não há nenhuma razão que justifique qualquer tipo de racionamento e se todos mantivermos - como temos mantido genericamente até agora - o comportamento cívico adequado, nada justifica qualquer tipo de racionamento", respondeu.

O primeiro-ministro fez questão de garantir que o Governo tem "estado a adotar todas as medidas de forma a assegurar que o conjunto de toda a cadeia de fornecimentos se mantém sem quebras".

"E isso é muito importante porque como temos dito nós temos que salvar as vidas, assegurando que a vida continue e que para tratarmos da saúde temos também que ter uma economia sã e temos que evitar o mais possível situações de rutura e descontinuidade" justificou.

De acordo com António Costa, o critério adotado "na aplicação destas medidas no quadro do estado de emergência foi o máximo de contenção na expansão da pandemia com o mínimo de perturbação da vida do dia a dia".

Questionado pelos jornalistas sobre a eventualidade de haver um horário dedicado às pessoas mais idosas em estabelecimentos como os supermercados, o chefe do executivo garantiu que "não haverá nenhum horário especial para atendimento das pessoas que estão sujeitas a um dever especial de proteção".

"Aquilo que existe é um pedido muito especial a todos os que têm mais de 70 anos ou sofrem de qualquer morbilidade para limitarem ainda mais do que todos os outros as possibilidades de saída do seu domicilio", insistiu.

Sobre os funerais, António Costa adiantou que "haverá regras genéricas, respeitando naturalmente aquilo que são os sentimentos culturais na sociedade portuguesa quanto aos serviços fúnebres".

"A exemplo alias do que a igreja católica já tomou a iniciativa de fazer quanto às suas próprias atividades de culto, haverá regras orientadoras para que se evite grande concentração de pessoas e que os funerais possam ser momentos de contaminação", explicou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.000 morreram.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 176 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 785, mais 143 do que na quarta-feira. O número de mortos no país subiu para quatro.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou o estado de emergência na quarta-feira - aprovado pelo parlamento, depois de parecer favorável do executivo - que prevê a possibilidade de confinamento obrigatório compulsivo dos cidadãos em casa e restrições à circulação na via pública, a não ser que seja justificada.

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