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Covid-19. Fluxo de investimento direto estrangeiro vai cair este ano

O surto de Covid-19 vai provocar uma quebra no crescimento anual do investimento direto estrangeiro no mundo, de entre 5% e 15%, revelou hoje a ONU num relatório em que reduz também as previsões de crescimento aa economia mundial.

Covid-19. Fluxo de investimento direto estrangeiro vai cair este ano
Notícias ao Minuto

18:38 - 08/03/20 por Lusa

Economia ONU

De acordo com projeções da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês), a epidemia terá um impacto inevitável no investimento direto estrangeiro (IDE).

A UNCTAD aponta para uma desaceleração económica ligada ao coronavírus e prevê que o crescimento anual do produto interno bruto (PIB) mundial seja inferior em 0,5% se a epidemia for controlada no primeiro semestre do ano, e em 1,5% no caso de um cenário dramático.

Como resultado, espera-se que o crescimento anual do IDE sofra uma quebra entre 5% e 15% em comparação com as estimativas de janeiro, que previam que permaneceria estável em 2020-2021 ou que registaria um aumento de 5%, diz a UNCTAD.

No relatório, os economistas da ONU indicam que o declínio do investimento estrangeiro será particularmente sentido nos países mais afetados pela epidemia.

No entanto, os economistas da ONU também salientam que "o choque negativo da procura e o impacto económico das perturbações nas cadeias de abastecimento" na China, Coreia do Sul, Japão e economias do Sudeste Asiático "afetarão as perspetivas de investimento noutros países".

Por enquanto, "o choque do lado da procura é mais severo na China", observa a UNCTAD, com, por exemplo, uma queda de 70% nas vendas da Toyota naquele país em fevereiro.

Porém, o impacto da epidemia "já é visível nos principais mercados fora da China", diz a UNCTAD, apontando para as indústrias orientadas para o consumidor, como viagens, turismo e comércio.

Como sinal de preocupação generalizada, diz a UNCTAD, mais de dois terços das 100 maiores empresas multinacionais já publicaram efeitos da epidemia nas suas operações e o setor automóvel será o mais afetado, de acordo com o estudo.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou cerca de 3.600 mortos entre mais de 105 mil pessoas infetadas numa centena de países e territórios.

Das pessoas infetadas, cerca de 60 mil recuperaram.

Depois de a China ter colocado 60 milhões de pessoas em quarentena para tentar travar a epidemia, a Itália anunciou uma medida idêntica no Norte do país, que pode afetar cerca de 16 milhões de pessoas em cidades como Milão, Veneza ou Parma.

A Itália registou já 233 mortos em quase seis mil pessoas detetadas com o novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

Em Portugal, estão confirmados 21 casos de infeção por Covid-19 e o Governo anunciou a suspensão temporária de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na região Norte.

Foram também encerrados temporariamente alguns estabelecimentos de ensino secundário e universitário.

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